Teresa Leal Coelho: Se “barões do PSD” querem tirar Passos Coelho da liderança terão de ser eleitos

A dirigente social-democrata Teresa Leal Coelho afirmou esta quarta-feira que, se “os barões do PSD” querem retirar Pedro Passos Coelho da liderança do partido, terão de ser eleitos pelos militantes.

Teresa Leal Coelho assumiu esta posição a propósito de notícias que associam a apresentação de uma nova plataforma de debate político na área da social-democracia, esta quarta-feira, no Porto, ao lançamento de Rui Rio para a liderança do PSD.

“Quem retira Passos Coelho da liderança do PSD são os eleitores do PSD, não são os barões do PSD”, declarou a deputada e dirigente social-democrata aos jornalistas. “É muito legítimo que tenham anseios de ascender ao poder no PSD, mas para isso terão de ser eleitos”, acrescentou.

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A vice-presidente do PSD falava na Basílica da Estrela, em Lisboa, à margem de uma missa em memória do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, do antigo ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e das outras vítimas da queda de um avião sobre Camarate no dia 4 de dezembro de 1980.

Teresa Leal Coelho recusou, contudo, qualificar a referida plataforma como “uma traição” ao atual primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerando que a sua criação constitui “um ato de cultura democrática” e congratulando-se por haver cidadãos do PSD “disponíveis para dar um contributo”.

No seu entender, “as alternativas são sempre bem-vindas” e é desejável que haja uma “viragem” e “um contributo” por parte de alguns sociais-democratas que “têm sido críticos”.

Segundo um comunicado divulgado na passada terça-feira, a nova plataforma de debate político “Uma Agenda para Portugal” nasce a partir do grupo de reflexão “Fórum – Sociedade e Democracia” fundado em 2011 e tem como principais fundadores o ex-presidente Entidade Reguladora de Saúde Rui Nunes e o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares.

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Também presente na missa em memória de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa na Basílica da Estrela, Pedro Passos Coelho não quis prestar declarações aos jornalistas, que o tentaram questionar sobre esta nova plataforma.

Por sua vez, o coordenador e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa, relatou que falou com António Tavares e que este lhe disse que a nova plataforma de debate político pretende “ajudar o Governo de Portugal na enorme tarefa que está a desempenhar”.

Marco António Costa apontou como “fundamentais” todas as plataformas e grupos de reflexão. “É motivo de grande satisfação ver que o PSD é um partido tão rico”, acrescentou.

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De acordo com o comunicado divulgado a primeira conferência da plataforma “Uma Agenda para Portugal” vai realizar-se no dia 10 de dezembro, num hotel de Lisboa, e terá como oradores José Pacheco Pereira e Rui Rio, entre outros.

Nesse mesmo dia reúne-se, num outro hotel de Lisboa, o Conselho Nacional do PSD, órgão máximo entre congressos, para aprovar o seguinte calendário eleitoral proposto pela direção nacional social-democrata: diretas para a liderança do partido a 25 de janeiro e Congresso eletivo nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro.

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