Coronavírus

Aldeia olímpica convertida em apartamentos e alguns estavam vendidos

Visitors wearing face masks take a commemorating photo at the Olympic Rings monument in front of the Japan Olympic Committee headquarters near the new National Stadium (back), venue of the Opening and Closing Ceremony of the Tokyo 2020 Summer Olympic Games, in Tokyo, Japan, 27 February 2020. Preparations for the Tokyo 2020 Olympic Games, scheduled to start on 24 July 2020, continue as planned despite the spreading Covid-19 coronavirus outbreak, organizers confirmed.  EPA/KIMIMASA MAYAMA
Visitors wearing face masks take a commemorating photo at the Olympic Rings monument in front of the Japan Olympic Committee headquarters near the new National Stadium (back), venue of the Opening and Closing Ceremony of the Tokyo 2020 Summer Olympic Games, in Tokyo, Japan, 27 February 2020. Preparations for the Tokyo 2020 Olympic Games, scheduled to start on 24 July 2020, continue as planned despite the spreading Covid-19 coronavirus outbreak, organizers confirmed. EPA/KIMIMASA MAYAMA

O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio2020 coloca um problema em relação à aldeia olímpica, um empreendimento que seria reconvertido em apartamentos, alguns dos quais já vendidos, o que deixa os promotores numa incógnita.

As infraestruturas concebidas para a aldeia olímpica incluem 23 torres, com capacidade para 18.000 camas e deveriam durante os Jogos Olímpicos albergar cerca de 11.000 atletas de todo o mundo.

Após o período estimado para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a aldeia — num quarteirão emblemático que espelha um estilo de vida urbano -, seria reconvertida em 4.000 apartamentos, alguns dos quais a chegarem aos 170 milhões de ienes (1,4 milhões de euros).

Com cerca de 900 apartamentos já vendidos, o adiamento dos Jogos para 2021, cuja decisão foi conhecida na terça-feira, deixa os compradores perante um cenário de incerteza, segundo explicou a diretora da imobiliária Tokyo Property Central, Zoe Ward.

“Mesmo admitindo que não têm perdas financeiras, é um grande transtorno para eles [os compradores]”, disse a responsável imobiliária, admitindo que exista um vazio legal nos contratos e que, em último caso, se aplicam cláusulas de “desastres naturais”.

A compra pressupõe à partida um depósito na ordem dos cinco por cento do valor da propriedade.

Para Tomohiro Maquino, especialista no mercado imobiliário, este cenário pode trazer uma dupla penalização aos promotores: “a queda do mercado financeiro em geral e os problemas de imagem associados à aldeia olímpica”.

“Existe um risco de baixa nos preços. Ao desvanecer todo o entusiasmo e expectativa em redor dos Jogos, a questão pode ficar séria do lado de quem vende, em que, para já, se debatem com a possibilidade de cancelamentos, o que é crítico”, disse.

O mesmo responsável pensa que os compradores estarão protegidos por cláusula de “força maior”, mas a questão passa agora por evitar a má publicidade, tendo especialmente em conta em que ainda precisam de vender três quartos dos apartamentos.

O projeto de 18 hectares oferece diferentes vistas sobre a baía de Tóquio, com os seus arranha-céus, e prevê contar com escolas, parque de diversões, piscina e ginásios no empreendimento, com áreas de apartamento em média superiores às existentes na cidade.

Até agora, o Japão registou 1.905 casos de infeção pelo novo coronavírus, entre os quais 712 do cruzeiro Diamond Princess, assim como 53 mortos, dez dos quais passageiros do navio.

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