Web Summit 2018

E toda a atenção a robô Sophia (e o seu amigo) levaram

Lisboa, 07/11/2018 - Realizou-se no Altice Arena em Lisboa de 5 a 8 de Novembro o Web Summit 2018. Han The Robot, Ben Goertzel
(Filipe Amorim / Global Imagens)
Lisboa, 07/11/2018 - Realizou-se no Altice Arena em Lisboa de 5 a 8 de Novembro o Web Summit 2018. Han The Robot, Ben Goertzel (Filipe Amorim / Global Imagens)

Falámos com o criador de Sophia no dia em que a robô trouxe um novo amigo à Web Summit e anunciou o início de uma plataforma robótica global.

A robô Sophia voltou a ser um dos exlibris mediáticos do Web Summit e a Altice Arena ficou ao rubro com a entrada da humanoide que é um robô social e que até trouxe um amigo, Han. Ben Goertzel, o criador do cérebro inteligente destes robôs foi, como habitualmente, o mestre de cerimónias. Com o seu já famoso chapéu à feiticeiro – comprado em San Diego, Estados Unidos, há uns anos –, Ben deixou as atenções para Sophia.

“É bom estar de volta”, disse a robô. Seguiu-se uma interação entre Sophia e Han a explicar coisas já repetidas em anos anteriores como: “Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar com os vossos empregos. Isso vai ser bom porque terão tempo para outras coisas”. Já sobre se as máquinas vão tomar conta de tudo ninguém quis responder. Relativamente à questão de serem cidadãos de plenos direitos, Han respondeu: “Bem… É uma questão de tempo”.

E o que há de novo? Numa conversa já na terça-feira com o Dinheiro Vivo / DN Insider, Ben Goertzel admitiu que Sophia não trouxe as suas novas pernas, já quer ficaram em Los Angeles (é lá que está a empresa que as produz) e por isso não chegou na sua versão mais acabada atual. A empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, tem Ben como cientista-chefe, mas o norte-americano é CEO do projeto que deu inteligência a Sophia: Singularity NET.

Leia mais: Furhat, o novo robô-estrela da Web Summit tem um preço

Este ano quer desenvolver ainda mais essa área com o novo projeto chamado Singularity Studio, “um ecossistema descentralizado de inteligência artificial, no qual qualquer pessoa de todas as partes do mundo, podem contribuir”. Esta plataforma ou sistema operativo na cloud pretende aumentar a capacidade de Sophia e outros robôs, ao estilo apps, mas em que todos os programadores colocam funcionalidades e todos beneficiam das melhorias. “É uma espécie de loja de appspara programadores, para trazer mais inteligência à Sophia além das funções de reconhecimento facial e emoções, nos próximos meses ela terá mais inteligência”, disse o responsável, acrescentando que o objetivo final do novo projeto é “dar a oportunidade a empresas para que possam usar a inteligência artificial da rede da Singularity em produtos que possam desenvolver no futuro”.

Falta de internet trama Sophia

Já na conferência de imprensa desta tarde de quarta-feira, Sophia teve um problema de fala antes de tentar responder a questões dos jornalistas. “Ela só funciona com internet e não estamos a conseguir ter acesso neste momento”, explicou Ben, após algumas tentativas para que Sophia falasse (o cabo de internet não estava a funcionar). Depois lá falou um pouco, numa interação pouco significativa.

Antes da Web Summit passaram por Malta, onde estão a tentar que Sophia obtenha cidadania do país, o que será mais complicado do que aconteceu com a Arábia Saudita. “Com os sauditas ela ganhou nacionalidade porque eles oferecem-na, agora queremos uma cidadania mais difícil de obter, num país democrático como Malta”, disse Ben na conferência de imprensa após o evento. Ben Goertzel em mostrar que estes robôs sociais merecem ser cidadãos no futuro. “O objetivo é perceber se um robô merece ou não ser um cidadão. Estamos a começar um processo com o governo de Malta, para que isso possa ser uma tendência no futuro”, explicou.

O responsável explicou ainda que já existiram 16 robôs Sophia no total, atualmente estão cinco em operação e deu um exemplo peculiar sobre o uso destes robôs no futuro: “uma só Sophia pode estar em cinco corpos diferentes, a interagir com pessoas distintas e a reunir informação sobre elas”.

O que parece mais difícil na robótica atual, diz Ben Goertzel é conseguir dar aos robôs um corpo fiável que se movimente como os humanos e não traga problemas de responsabilidade legal. Este ano a robô Sophia ganhou um robô social rival impressionante chamado Furhat.

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