Aos 36 anos só come arroz e feijão para poupar e reformar-se cedo

Até agora já poupou mais de 400 mil dólares e está pronto para se reformar daqui a três anos.

Há pessoas que estão dispostas a tudo para fugir a uma vida financeira frustrada. É o caso de Daniel. Tem 36 anos, é advogado corporativo em Manhattan (Nova Iorque), ganha 270 mil dólares por ano e vive em Nova Jérsia para evitar os impostos da cidade, só come arroz e feijão e tem um fato para cada dia da semana, indica o New York Post, - tudo para poupar 70% do seu salário e reformar-se mais cedo.

Até agora já poupou mais de 400 mil dólares e está pronto para se reformar daqui a três anos.

Mais pessoas com salários anuais de seis dígitos contaram ao New York Post ter objetivos semelhantes, estando a fazer todos os esforços para os alcançar, desde a proibição de comprar bebidas até o uso de sapatos até estarem mesmo em mau estado.

Todos esperam fazer parte do movimento "Independência financeira, aposentar-se cedo", popularizado quando "Your Money or Your Life" foi publicado há 20 anos. Não é novidade - mas cada vez mais millennials estão a mostrar interesse pela comunidade.

Contentar-se com menos e recusar sucumbir à inflação do estilo de vida são os bilhetes para entrar nesta jornada.

JP Livingston, dona de um blogue de finanças pessoais chamado The Money Habit, construiu uma poupança de mais de dois milhões de dólares antes de se reformar aos 28 anos. JP Livingston trabalhou no setor financeiro de Manhattan e ganhou 100 mil dólares no seu primeiro ano trabalho, disse anteriormente à Business Insider. Mas, decidida a reformar-se mais cedo, colocou 70% do seu salário de parte.

Mesmo aqueles que não têm as típicas carreiras de altos salários contentam-se com um estilo de vida frugal. Joe e Ali Olson, que deixaram os seus empregos como professores de escolas públicas com pouco mais de 30 anos, com um milhão no banco. Economizaram 75% do seu rendimento e moravam numa casa de 200 metros quadrados, mantendo as despesas anuais em cerca de 20 mil dólares.

Aliás, podemos olhar para Warren Buffett, que ainda mora na casa modesta em Omaha, Nebraska, que comprou por 276.700 dólares, ou Richard Branson, que é famoso por ser económico quando se trata de comprar itens de luxo.

O estilo de vida económico é o que ajuda os milionários a ficarem ricos, de acordo com Sarah Stanley Fallaw, diretora de investigação do Affluent Market Institute e autora de "O Próximo Milionário ao Lado: Estratégias Duradouras para Construir Riqueza", onde estudou mais de 600 milionários na América.

A investigadora estudou as características mais preditivas do património líquido e descobriu que seis comportamentos, aos quais apelidou de "fatores de riqueza", estavam relacionados ao potencial de património líquido, independentemente da idade ou do rendimento. Uma delas é a frugalidade: o compromisso de poupar, gastar menos e manter um orçamento.

"Gastar acima do seu orçamento, gastar em vez de economizar para a aposentadoria, gastar antes de se tornar rico, faz de si um escravo do salário, mesmo com um nível excecional de rendimento", escreveu.

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