Coronavírus

Atenção a mensagens fraudulentas sobre vírus, alerta Deco

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A associação dá sete conselhos para evitar ser burlado, que são úteis em qualquer contexto.

Os autores de esquemas que pretendem roubar dados ou ter acesso as dispositivos dos utilizadores sabem que o mundo está ávido por tudo aquilo que seja informação sobre a doença.

Assim, depois de o Centro Nacional de Cibersegurança deixar o alerta sobre uma aplicação fraudulenta e outros esquemas de phishing, é a vez de a Deco deixar alguns conselhos para conseguir estar informado e em segurança.

“Os burlões têm noção de que pessoas preocupadas tendem a agir com impulsividade. Mais facilmente, em momentos de incerteza, como aquele em que vivemos, cedem à tentação de carregar num link que lhes acene com respostas”, avisa a Associação de Defesa o Consumidor. “Os autores destes estratagemas aproveitam-se do facto de muitas empresas e organismos do Estado terem necessidade de, nesta fase, comunicarem com os seus utentes e consumidores, para tentarem espalhar mensagens fraudulentas no meio de outras fidedignas. Usam as comunicações oficiais e fazem réplicas para ludibriarem os mais incautos”.

Assim, a Deco refere que têm aumentado os esquemas sobre campanhas de angariação de fundos, testes de despiste da covid-19, plataformas fraudulentas sobre evolução da pandemia ou campanhas de vacinação falsas.

A associação dá sete conselhos para evitar ser burlado, que são úteis em qualquer contexto. Assim, atenção a erros ortográficos ou incoerência gramáticas e a SMS ou emails que estejam escritos em outros idiomas. Se realmente se tratar de uma comunicação de um organismo português, estará escrito em português de Portugal.

Não clique em links. Copie a ligação e pesquise no Google. Assim, se se tratar de algo malicioso, receberá rapidamente a indicação nos resultados de pesquisa.

“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia” é um provérbio que serve como uma luva a estas mensagens armadilhadas. Ainda não há cura para a covid-19. Se lhe propuserem uma solução, trata-se provavelmente de uma fraude”, lembra a Deco. Vale a pena relembrar que deve confiar apenas em comunicações vindas de organismos oficiais: a DGS e o Ministério da Saúde.

Desconfie também de ofertas de bens que, nesta altura, escasseiam (máscaras, gel desinfetante ou, em casos extremos, papel higiénico). Por fim, mantenha-se atento ao que é pedido: “suspeite de endereços que remetam para formulários de levantamento de dados pessoais”.

Se a informação chegar por email, mantenha-se atento a pormenores como o remetente do email. Atenção que, com muita gente a trabalhar em casa ou a utilizador computadores pessoais, muitas vezes não são usadas as mesmas normas de segurança que em ambiente empresarial. Mesmo que a informação veja de um colega de trabalho, por exemplo, veja se não está a ser pedida informação fora do normal.

Caso seja alvo de algum ataque ou encontre um esquema de phishing nesta altura, pode denunciá-lo ao Centro Nacional de Cibersegurança.

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