Saúde

As “mortes por desespero” nos millennials estão a aumentar, diz estudo

Depressão desespero suicidio
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Novo estudo tem dados preocupantes para os EUA que envolvem as gerações mais novas: tem havido um aumento das mortes por drogas, álcool ou suicídio.

São as chamadas mortes por desespero – aquelas que envolvem drogas, álcool ou suicídio – e tem-se registado um aumento crescente na última década, num estudo citado pela revista Time, divulgado pelos grupos de saúde pública Trust for America’s Health and Well Being Trust.

As mortes por drogas, álcool e suicídio aumentaram em quase todas as faixas etárias ao longo da última década, mas o aumento foi bem mais significativo junto dos jovens norte-americanos. Entre 2007 e 2017, as mortes relacionadas a drogas aumentaram 108% entre os adultos de 18 a 34 anos, enquanto as mortes relacionadas com o álcool aumentaram em 69%. Já os suicídios aumentaram em 35%, de acordo com o relatório, que se baseou nos dados dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

Ao todo, cerca de 36.000 pessoas da geração Y, os millennials, morreram das “mortes de desespero” em 2017, com as overdoses fatais de drogas o principal motivo. Como em todas as faixas etárias, a crise com drogas tem sido uma das principais causas de overdoses fatais entre os millennials – embora existam novas estimativas que sugiram que essas taxas até podem estar a desacelerar.

Os chamados opiáceos, substâncias derivadas do ópio, incluindo as suas versões sintéticas como o fentanil, estiveram envolvidos na maioria das mortes por overdose de drogas em 2017, de acordo com o novo relatório. Enquanto isso, o consumo exagerado parece estar a contribuir para um aumento desproporcional das mortes relacionadas com o álcool nos mais jovens.

Os jovens, explica o relatório, são mais propensos do que os adultos mais velhos a enveredar em comportamentos de risco – incluindo o consumo de drogas e álcool, mas o estudo argumenta que há também uma série de fatores específicos da geração Y que estão a afetar essas pessoas, incluindo stress financeiro decorrentes de dívidas de empréstimos de estudantes (muito elevados nos EUA), as preocupações com a assistência médica (seguros de saúde) e os elevados custos de habitação.

A empatia e apoio social parece estar em falta para a geração dos millennials nos EUA, indica o estudo que adianta que são cada vez menos as pessoas a participar em organizações religiosas ou da comunidade em geral e são cada vez mais aqueles que adiam o casamento. Estas questões podem estar a contribuir para as condições atuais da saúde mental dos jovens do país, que têm taxas mais altas de depressão e ansiedade do que se verificou em gerações anteriores.

O relatório indica uma série de recomendações para contrariar estes aumentos preocupantes em “mortes de desespero”, incluindo tornar o tratamento e o diagnóstico para questões de saúde mental mais acessível e que seja incluído como parte dos cuidados de saúde de rotina.

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