Turismo

Cada vez mais preços e destinos de férias são pesquisados online

Praia de Odeceixe, Aljezur
Praia de Odeceixe, Aljezur

Sete em cada dez pretendem passar férias em Portugal, mas fora de casa, indica estudo da escola superior de marketing IPAM.

A retoma da confiança revelada pelos indicadores económicos está também a estender-se à vontade dos portugueses em fazer férias. Mais de dois terços (69%) pretendem ir para fora de casa e 72% destes irão fazê-lo em Portugal. Por outro lado, 19% até admitem gastar mais do que no ano passado. Mas a preparação das férias é cada vez mais feita na Internet. É nas plataformas online que 64% dos portugueses pesquisam locais e tipos de alojamento possíveis para os dias de descanso.

Estas são as conclusões do estudo “Férias 2017” realizado pelo IPAM, a que o JN/Dinheiro Vivo teve acesso. Este dado compara, assinala Mafalda Ferreira, coordenadora do estudo, com os 15% de inquiridos que referiram ter feito esta preparação com idas presenciais a agências de viagem.

Esta tendência de pesquisa tem depois tradução nas reservas. Dados ontem divulgados pelo Eurostat indicam que 49% dos dos cidadãos da União Europeia tratam da marcação das viagens e do alojamento pela Internet. E mostra também que os mais velhos (entre os 65 e os 74 anos) são mais adeptos das novas tecnologias quando estão a tratar das suas férias do que os mais jovens.

No que aos portugueses diz respeito, o IPAM concluiu que a maioria (85%) prefere ir de férias no verão e que, para seis em cada 10, a praia é um fator determinante quando chega o momento de tomar a decisão sobre o destino. Perante este perfil, Mafalda Ferreira não se surpreende com o facto de mais de metade (52%) optar pelo Algarve.
Igualmente relevante é o preço. Entre os cerca de 500 inquiridos, há 26% para quem os preços e as promoções acabam por ser o elemento decisivo quando chega o momento de escolher – independentemente de se encontrarem entre os 72% que fazem férias cá dentro ou os 28% que optaram por ir para o estrangeiro.

O estudo “Férias 2017” foi realizado entre 10 e 26 de julho e os seus resultados foram comparados com um inquérito realizado em março, e no qual a maior parte das pessoas afirmava pretender gastar este ano menos com as férias. As respostas agora obtidas revelam que de então para cá, a maioria acabou por não cumprir esta intenção. Os números falam por si: 50% acabou por reconhecer que gastou o mesmo que no ano passado e 19% até vai gastar mais.

Em média, cada pessoa reservou cerca de 700 euros para as férias deste ano, sendo que para metade, uma parcela deste valor virá do subsídio de férias. O que revela, assinala Mafalda Ferreira, que muitos alocam o subsídio a outras despesas.

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