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Como ir de férias sem gastar dinheiro a mais

férias e feriados

Revelamos-lhe alguns hábitos podem evitar que podem fazer com que aproveite as férias descansado e regresse ao trabalho com saldo positivo.

Fazer planos e antecipar os gastos de forma consciente, são o primeiro passo para ter as umas férias de sonho sem sair do orçamento.

O Doutor Finanças lembra que as férias são uma época propícia para descontrolo financeiro. Por isso, alerta para a necessidade de planeamento e orçamentação, de forma a conseguir uma gestão financeira equilibrada, eficaz e eficiente, que promova o bem-estar mesmo no regresso ao trabalho.

Planear os gastos

Estas regras passam por fazer um planeamento e definir um orçamento realista. Ao nível do planeamento devemos começar por identificar quais as nossas possibilidades financeiras, como ponto de partida para fazermos o orçamento de quanto podemos gastar e encontrar estratégias para nos mantermos fiéis a esse gastos. Nas férias, por estarmos num ambiente mais descontraído, é muito fácil ultrapassarmos os nossos limites em pequenas coisas.”

Alojamento

Para começar, o Doutor Finanças propõe procurar um local menos turístico. Um local com muita afluência na época de férias terá os preços quer dos alojamentos, quer de outros serviços, inflacionados. Assim, para uma folga financeira mais confortável durante as férias, deve optar-se por um local menos concorrido, que permitirá automaticamente uma maior poupança ou retenção de custos, que poderão ser utilizados em outras “atividades”.

 

“Existem duas regras fundamentais que devemos sempre aplicar às nossas finanças e que devem estar ainda mais presentes em ocasiões como as férias ou viagens, onde a tendência para gastar mais do que o esperado é uma constante”, lembra Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

 

Refeições

De acordo com o Doutor Finanças, definir refeições também é uma forma de poupar ou de não gastar mais do que o planeado. Fazer as próprias refeições em vez de ir ao restaurante e planear o número de vezes que se vai almoçar ou jantar fora permite reter custos. Utilizando o mesmo dinheiro para uma refeição no restaurante, é possível confecionar mais do que uma refeição em casa e fazer até uma alimentação mais equilibrada.

É muito importante não ultrapassar o orçamento definido e, para isso, uma dica de ouro é deixar-se o cartão (de crédito ou débito) em casa, para não cair em tentações. Levantar apenas o dinheiro que se vai necessitar para o dia é uma boa solução para não promover deslizes.

O transporte

Se for de férias sozinho, a opção mais económica é utilizar os transportes públicos. No caso de viajar em família, o carro pode ser a solução mais indicada. Se viajar de carro, comece por fazer contas ao que se vai gastar em combustível, verifique se há alternativas viáveis à autoestrada e divida pelo total de passageiros no veículo. No final, compare as duas opções e veja qual é a mais económica.

Pesquisar e comparar

Para decidir como ir para o destino, onde ficar e o que comer, pesquise e compare várias opções. Assim, pode garantir que conhece todas as ofertas do mercado e pode adaptar às suas capacidades reais.
Escreva num papel ou registe tudo numa folha de Excel.

Leia ainda: O que (todos) fazemos mal ao tirarmos 15 dias de férias

Definir um orçamento

Antes de avançar para o gasto nas férias, deve definir um orçamento e perceber se tem outros encargos com os quais o possa conjugar. Por exemplo, se tiver vários créditos deverá consultar um intermediário de crédito para aferir a possibilidade de juntar todos os créditos num só. Segundo o Doutor Finanças, a consolidação dos créditos num só pode ser reduzir os valores das prestações até 60%.

Se consultar várias opções, alerta Rui Bairrada, esteja atento às “letras pequenas”, e verifique o que é que está realmente a ser publicitado.

Cuidado com o cartão de crédito

É possível que não tenha disponibilidade financeira imediata para pagar as férias. Para isso, pode utilizar o cartão de crédito para pagar alguns itens relativos às férias. Contudo, tenha sempre em mente que é aconselhável liquidar a totalidade deste valor assim que receber o subsídio de férias.

Não faça um pagamento fracionado através do cartão de crédito. Este tipo de cartões tem um dos financiamentos bancários mais elevados, com taxas que variam entre os 12% e os 16,6% (valores de 2019), alerta o Doutor Finanças.

Por exemplo, se as férias tiverem um custo de 3.000 euros e se optar por pagá-las em 12 meses, fracionando o pagamento com uma TAEG de 15,9%, acabará por se ter um custo total no final do ano de 3.272,74 euros. Ou seja, no total vai pagar-se mais 272.74€ pelas férias, não sendo uma solução compensadora.

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