joalharia

Esta peça vale 10 euros para a Fundação Ronald McDonald

Suporte de velas criado pela  Ourivesaria Tavares para apoiar a Casa Ronald McDonald. Pode ser comprada na tradicional ourivesaria da Póvoa de Varzim. Foto: DR
Suporte de velas criado pela Ourivesaria Tavares para apoiar a Casa Ronald McDonald. Pode ser comprada na tradicional ourivesaria da Póvoa de Varzim. Foto: DR

Iniciativa da Ourivesaria Tavares insere-se no novo projeto ‘Portuguese Jewellery Guide’, que pretende ser um roteiro para redescobrir a joalharia portuguesa

A Ourivesaria Tavares associou-se à Fundação Infantil Ronald McDonald e criou uma peça de edição limitada, cuja venda reverte a favor da Casa Ronald McDonald. A quase centenária ourivesaria da Póvoa de Varzim criou um suporte para velas em prata, que terá um custo unitário de 49 euros, dos quais 10 revertem para a fundação que oferece apoio gratuito aos familiares das crianças que se deslocam da sua residência habitual para receber tratamento hospitalar prolongado ou ambulatório. Este é apenas um dos exemplos das muitas iniciativas e parcerias que irão decorrer nos próximos meses no âmbito do Portuguese Jewellery Guide, o novo projeto da Associação de Ourivesaria e de Relojoaria de Portugal (AORP) para promover os pontos de venda da joalharia nacional.

“Este ano, a nossa intervenção vai estar muito focada no retalho, na exigência de transformação e na necessidade de ajudar o comércio tradicional a reinventar-se, interligando-se com os desafios digitais, mas, também outros setores”, explicou, ao Dinheiro Vivo, a secretária geral da AORP. E porque o comércio de joalharia é hoje a montra de um setor em renovação, o novo guia pretende, precisamente, convidar os consumidores a conhecerem esta nova dinâmica, promovendo eventos de entrada livre, e gratuita. “Vamos começar por etapas. O objetivo é desafiar as empresas a criarem programas para os seus públicos, que desafiem a uma nova forma de olhar a ourivesaria”, especifica Fátima Santos.

A primeira iniciativa acontece já esta quinta-feira, com uma exposição conjunta da Casa Tavares e da Vista Alegre. As duas marcas associaram-se para criar uma luxuosa mesa de Natal que estará em exposição no Museu da Vista Alegre até dia 6 de janeiro. Mas não faltam outro tipo de propostas, como o lançamento de coleções limitadas, como a da ação solidária que reverte para a Fundação Ronald McDonald, ou a organização de visitas guiadas a espaços históricos. É o que vai acontecer já no sábado, dia 7 de dezembro, em que a Machado Joalheiro, casa com quase 100 anos também, abre portas da sua loja na Rua 31 de Janeiro, no Porto, um “tesouro” que o setor apelida de a ‘Lello da joalharia’. Mas há, também, jovens designers envolvidos. Por exemplo, em Lisboa, Joana da Mota Capitão convida à reinvenção das joias de família. No Porto, Diogo Dalloz ensina quais os cuidados para preservar o aspeto original das peças e como o fazer em casa.

“A joalharia portuguesa está a mudar e o comércio é uma das faces mais visíveis dessa mudança. Seja por força das alterações legais, seja por adaptação às novas dinâmicas de consumo, nos últimos anos assistimos a um boom de novas lojas e de reestruturação das mais tradicionais, mas é importante fazer chegar esta mensagem ao público e fazemo-lo em jeito de celebração”, destaca, por seu turno, o presidente da AORP, Nuno Marinho.

O roteiro desta primeira edição do guia tem um grande enfoque na época natalícia e inclui, além dos exemplos já citados, a Arneiro 1969, de Sintra, uma ourivesaria de grande tradição e que soube, também, reinventar-se, espaços de marca própria como Eugénio Campos e Mesh, no Porto, e Made to Envy, em Lisboa, bem como ateliers de design de autor como Cris Maria Jewelry, em Lisboa, além dos já citados Diogo Dalloz e Joana Mota Capitão.

O programa dos vários eventos disponíveis pode ser consultado aqui, sendo que os participantes em cada uma das iniciativas será convidado a carimbar um guia de visita assinalando a presença em cada um dos eventos. No fim, há um prémio à espera. “Será uma coisa simbólica, para apelar a um consumo consciente de ourivesaria mas que seja mais do que a compra da própria joia. É o envolvimento com a própria história das empresas e com o que elas têm para contar, respeitando o contributo de cada uma para o legado global da ourivesaria e joalharia portuguesa”, frisa Fátima Santos.

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