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Festival Fyre. Ex-advogado de Michael Jackson avança com processo de 100 milhões

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Participantes pagaram até 125 mil dólares para um festival de sonho na ilha das Bahamas, que se revelou um pesadelo.

Os azares não param de bater à porta do festival Fyre. O antigo advogado de Michael Jackson, Mark Geragos, avançou com um processo contra a organização do festival, o rapper Ja Rule e o empresário Billy McFarland. Pede 100 milhões de dólares.

O advogado está a representar Daniel Jung mas espera que mais 150 queixosos se juntem ao processo numa ação coletiva contra o festival procurando uma indemnização por alegada fraude, quebra de contrato, quebra de confiança e negligência. O processo alega que “a falha do festival em providenciar comida, água, abrigos e, serviços de saúde de forma adequada, criou uma situação de perigo e pânico entre os participantes – subitamente isolados numa ilha remota em provisões básicas, que estava mais próximo de Os Jogos da Fome e Senhor das Moscas do que a Coachella”, argumentam no processo, citado pelo Guardian.

A organização prometia um festival na ilha paradisíaca Fyre Cay, na Bahamas, tendo artistas como os Disclosure como cabeças de cartaz. Para participar num festival promovido em vídeo com muitas modelos, águas de um azul límpido e lanchas rápidas, os participantes desembolsaram entre mil a 125 mil dólares por um pacote.

 

O cenário com que se depararam não podia estar mais longe da publicidade. “Os participantes sobreviveram com rações mínimas, pouco mais do que pão e uma fatia de queijo, e tentaram proteger-se dos elementos nos únicos abrigos providenciados pelas acusados: pequenos grupos de tendas (…) encharcadas e batidas pelo vento e chuva”, expõem os queixosos no processo.

No site do festival, a organização já se justificou do sucedido e prometem a devolução dos bilhetes.

“Por mais maravilhosas que as ilhas sejam, a infraestrutura para um festival desta magnitude precisava de ser construída de raiz. Portanto, tentamos literalmente construir uma cidade. Instalamos água e gestão de resíduos, trouxemos uma ambulância de Nova Iorque e fretamos 737 aviões para transportar os nossos convidados em 12 voos diários de Miami. Pensamos que estamos preparados, mas então chegou toda a gente”, descreve a organização no site.

“A equipa estava sobrecarregada. O aeroporto estava apinhado. Os autocarros não conseguiam gerir a carga. E o vento levou abaixo metade das tendas na manhã em que os convidados estavam previstos chegar. Esta é uma experiência inaceitável e a equipa Fyre assume todas as responsabilidades para os problemas que ocorreram”.

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