Tecnologia

Estas casas poderão ser vendidas por 3 mil euros

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A impressora chama-se Vulcan e promete construir uma casa de quatro divisões em menos de um dia e ser solução para 1,2 mil milhões de pessoas.

Há muito que as impressoras 3D entraram na construção civil, para fazer componentes ou até partes inteiras de uma casa. Mas, agora, há uma empresa que diz ter uma solução que pode trazer, com relativa facilidade, casas para quem mais precisa de um teto.

Um objetivo comum juntou duas empresas. A New Story, uma organização sem fins lucrativos sediada em Silicon Valley, na Califórnia, passou os últimos anos a tentar repensar a forma como se constroem casas, para fornecer habitação a quem vive em pobreza extrema. Nos últimos tempos juntou-se à Icon, uma empresa de tecnologia de construção, juntas criaram uma impressora 3D que consegue construir uma casa em menos de um dia.

O projeto foi apresentado, esta segunda-feira, em Austin, no Texas, no festival de música, cinema e tecnologia, SXSW (South by Southwest). E em que consiste? A impressora, de seu nome Vulcan – a fazer lembrar o planeta de Spock, a mítica personagem de Star Trek -, constrói uma casa de um só piso, com cerca de 60 m2, feita em cimento e em tempo recorde, de 12 a 24h. Foi feita uma casa usando esta técnica de propósito para o festival.

E quanto custa?
Para já, o preço atual de imprimir uma casa completa com a Vulcan ronda os 8 mil euros. A empresa garante que, em breve, o preço vai baixar para os três mil euros. O novo método está a ser preparado para fazer parte do projeto da New Story, que tem construído casas de baixo custo em lugares como o Haiti e El Salvador. Será precisamente em El Salvador que serão construídas, em breve, 100 novas casas com este método.

Até agora, mesmo os métodos tradicionais mais eficientes de construção estavam a demorar quase um mês e, com as impressoras 3D, além da rapidez (12 a 24h de construção), os preços caem vertiginosamente.

Como funciona
O modelo preparado pelas duas empresas inclui sala, quarto, casa de banho e um alpendre. O que marca a diferença do projeto é a possibilidade de o levar para os locais onde está quem mais precisa de casa – um relatório do Instituto de Ross Center para Cidades Sustentáveis indica que 1,2 mil milhões de pessoas no planeta vivem sem alojamento adequado.

“Há outras companhias que já imprimiram casas e estruturas, mas fazem-no em armazéns ou parecem a cabana do Yoda”, explicou ao site The Verge, Jason Ballard, um dos três fundadores da Icon. O responsável acredita que, para que o projeto possa ser bem sucedido, as casas têm de ter qualidade, “daí o uso de cimento e não de plástico, que pode dar problemas”.

A nova impressora 3D, bem como outro equipamento, é fabricado de modo a ser resistente e a caber num camião pequeno, para que seja facilmente transportado para as zonas rurais. Toda a estrutura é em cimento, com o objetivo de tornar a estrutura num lar resistente e duradouro.

A impressora é montada de forma a construir a base e as paredes – pode ir até aos 74 m2 (ficando já com dois quartos) – e só o telhado não é feito na impressora. Além de ser resistente a tempestades, os novos donos irão ter uma casa energeticamente eficiente.

Os responsáveis do projeto permitem que, qualquer pessoa ou organização, possa doar uma destas casas – três mil euros dá para uma casa, enquanto 32 mil euros permite construir 10 casas.

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