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Concertos e Festivais. Como agir em caso de tragédia

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O verão e os festivais de música estão aí à porta. A pensar na segurança do público, a Aporfest lança um guia para o festivaleiro com dicas a seguir

Os festivais podem tornar-se um campo privilegiado para os atentados que se têm a vindo observar nos últimos anos, na Europa. A afluência a estes eventos aumenta e com ela aumenta também a necessidade de sensibilizar o público para medidas preventivas e de segurança.

Conscientes da necessidade de informar os participantes sobre uma eventual crise, a Associação Portuguesa Festivais Música (Aporfest) inclui, na sua newsletter desta semana, um Guia de Segurança para o Festivaleiro, com 10 passos para o festivaleiro se manter seguro na próxima época de festivais e concertos.

Com informação sobre os cuidados a ter – desde o respeito às forças policiais, até aos sinais a que devem estar alerta – a associação tem como objetivo informar o público e promover a criação de novos comportamentos nos festivais.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, António Nunes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), assume que, embora o risco de atentado em Portugal seja mitigado, pode ser possível que, este ano, existam novas medidas de segurança que em anos anteriores não existiam. “O festival deve ter um plano abrangente de segurança que garanta que os participantes tenham condições no acesso mas também na frequência do festival”.

Este plano, avança o especialista em segurança, deve considerar alguns cenários de acordo com a avaliação de risco que é feita para cada um dos festivais. Tendo em conta que estes eventos movem milhares de pessoas em recintos circunscritos “torna-se necessário aumentar e reforçar as medidas de segurança”, avança o presidente.

No que diz respeito à lei, António Nunes, diz que “a legislação só se preocupa com questões de evacuação e socorro em termos de combate ao incêndio. Tudo o resto é da responsabilidade da organização do festival pelo que são os próprios que contratam empresas privadas para prestar primeiros socorros ou outras medidas necessárias”.

Depois do atentado que fez 22 mortos no Manchester Arena, durante o concerto de Ariana Grande, “as associações que organizam os festivais deveriam de ter o cuidado de sensibilizar o público para a necessidade das medidas de segurança. Passar um conjunto de mensagens que ajudem a que a segurança seja mantida faz parte da função da organização do festival”, esclarece o presidente do OSCOT.

Vou a um festival. Como agir em caso de imprevisto?

É aqui que entra o Guia de Segurança para o Festivaleiro. Como associação representativa da área dos festivais de música em Portugal, a Aporfest lançou um guia para o festivaleiro com os comportamentos que o público deve ter no acesso a um festival.

Neste guia a Aporfest mostra os cuidados a ter relativamente aos acessos aos festivais – seja ele de entrada livre ou paga – e os cuidados que devem ter, desde o respeito às forças policiais que fazem a verificação até aos sinais a que devem devem estar alerta e atento.

“Existe a necessidade reforçar a criação de novos comportamentos porque, por exemplo, daqui para a frente, as entradas nos festivais vão demorar mais tempo. Isto não pode ser contornado e tem que ser aceite” diz ao Dinheiro Vivo Ricardo Bramão, CEO Aprofest.

O aumento dos atentados em eventos recreativos não passou despercebido à Aprofest que trouxe para cima da mesa o tema do terrorismo no TalkFest, um evento que junta os media, os promotores e os artistas. Foi aqui que se discutiu o tema: Terrorismo e Violência Sexual – como proteger os festivais?

Esta não é, no entanto, a única comunicação que a associação faz com o público:

“Também gostaríamos que todos tivessem uma formação de primeiros socorros. A nossa opinião é que esta formação deve ser mais transversal e que a aprendizagem destas competências deve ser também feita nas escolas e universidades”, concluiu Ricardo Bramão ao Dinheiro Vivo.

No início da semana, a Bloomberg dava conta que o atentado de Manchester tinha posto a indústria dos festivais a jogar à defesa. Já desde o ataque no Bataclan, em Paris, que em França os festivais passaram a ter custos acrescidos de 13 mil euros ao dia, só para garantir melhores condições de segurança.

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