indústria automóvel

Vai poder comprar o primeiro carro voador pelo preço de um Ferrari

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É apresentado ao público na próxima semana, no Salão de Genebra, e promete tornar viável o sonho de muitos: ter um carro que voa.

Os carros podem voar? Sim, podem. Já muitas empresas o tentaram e, até agora, nenhuma conseguiu ser verdadeiramente bem sucedida. A empresa holandesa Pal-V garante que vai conseguir e, para isso, vai apresentar na próxima semana, no Salão Automóvel de Genebra, a versão final de produção do seu Pal-V Liberty.

O imaginário de carros voadores não é novo, seja em livros de ficção científica ou em filmes. Um dos exemplos mais conhecidos foi o lendário DeLorean voador de Regresso ao Futuro (só se tornou num carro voador na sequela da mítica saga).

Numa altura em que também já se começa a falar em táxis voadores e várias empresas, incluindo a Uber e a Airbus, estão a investir nesse conceito, a Pal-V garante que o seu veículo é o primeiro carro voador de produção do mundo. A empresa holandesa diz também que vai cumprir todos os regulamentos, aéreos e terrestres, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Mas isso só será garantido nos próximos meses. Certo é que as primeiras entregas a clientes estão previstas para 2019.

O CEO da Pal-V, Robert Dingemanse, não esconde o seu entusiasmo no comunicado disponibilizado no site da empresa: “vai representar um momento único na história da aviação e da mobilidade em geral!” Para já, só serão vendidos 90 – numa edição intitulada Pioneer Edition –, a maior parte na Europa e já existem mesmo algumas unidades reservadas.

O preço não é convidativo para a bolsa do comum dos mortais. Custa 480 mil euros na versão mais recheada de extras (o valor já inclui aulas de voo, que são necessárias), ou 320 mil euros na versão base. Ou seja, o mesmo que um ‘explosivo’ Ferrari F12 Berlinetta (ronda os 340 mil euros). Ainda assim, o Ferrari, pelo motor V12, 6.3 litros e com 740 cv de potência, pode parecer voar, mas não voa.

E como funciona o carro dos sonhadores?
O Liberty tem três rodas, hélices como um helicóptero (embora sejam de avião, da marca Rotax), mas que se dobram no teto do veículo quando chega à estrada. Tem ainda dois motores, um para conduzir na estrada e outro para voar, mas não se conhecem com pormenor detalhes sobre os sistemas de propulsão. O cockpit para duas pessoas inclina-se, para dar ao Liberty estabilidade nas curvas em estrada.

Convertê-lo de carro para avião, ou vice-versa, é um processo que demora cinco a 10 minutos e, para aterrar, precisa de alguns bons metros de estrada livre. Tem autonomia na estrada de 1300 km e, no ar, de 500 km. Ou seja, já permite, facilmente, uma viagem aérea Lisboa-Porto, mas terá dificuldades em chegar da capital portuguesa a Madrid (620 km de carro e 502 km pelo ar), por exemplo. A vantagem é que sempre se pode aterrar pelo caminho e abastecer numa estação de serviço comum.

Ainda não é para todos, mas em 2019 não se admire se vir um pequeno veículo voador, descer a uma estrada normal e continuar viagem pela ar. Terá é de ser guiado por alguém com dinheiro para comprar um Ferrari.

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