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Vestido vendido por 8.500 euros e ninguém pode sequer usá-lo

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Foi feito por uma startup holandesa, a The Fabricant, e além de só existir no mundo digital, esta ‘peça’ foi leiloada através de blockchain.

Chama-se Iridescence e foi feito por uma startup holandesa, a The Fabricant. Além de só existir no mundo digital, esta ‘peça’ tem outra particularidade: é o primeiro vestido digital a ser vendido através de blockchain.

Não é a primeira vez que se debate a influência que a moda e o consumo acelerado de vestuário e acessórios de moda representam para o ambiente. Tanto que já se pede aos consumidores que sejam mais conscientes do impacto que as produção de vestuário pode ter para a sustentabilidade do planeta.

Conforme nota a Forbes, até já existem debates que abordam o tema da roupa digital – se usamos tanto as plataformas digitais, por que razão é que algumas das roupas que são usadas para produções fotográficas ou imagens de produto para alimentar sites de compras online também não podem ser digitais? É esse um dos pontos que assenta na ideia deste primeiro vestido digital a leilão, o Iridescence.

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Na realidade, este vestido não existe, embora a The Fabricant, que se quer assumir como uma pioneira do mundo da moda digital, refira que teve em conta moldes de vestuário para quem queira fazer um modelo material.

O vestido foi criado para se poder adaptar ao formato do corpo do futuro utilizador, para ser incluído nas fotografias partilhadas online, por exemplo. Sendo digital, este vestido não obedece necessariamente às limitações do mundo físico – tanto que nas fotografias partilhadas através do Instagram o padrão do vestido está em constante movimento, algo bem mais difícil de reproduzir com tecido.

O leilão deste vestido foi feito através de Blockchain, numa colaboração que conta também com a participação da Dapper Labs (responsáveis pelo fenómeno CryptoKitties) e da artista Johanna Jaskowska, que ‘vestiu’ esta peça para o mundo digital.

O vestido foi leiloado por 9500 dólares, cerca de 8500 euros, após conversão, durante um evento em Nova Iorque. A partir de agora, o dono desta peça vai ter um período de 28 dias para entregar fotografias aos criadores da The Fabricant para garantir que o vestido digital passa a figurar em mais fotografias.

 

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Não é a primeira vez que a startup de Amesterdão quer quebrar barreiras. A retalhista I.T Limited, conglomerado de marcas criado em Hong Kong, já se associou à empresa para ter parte do seu catálogo criado desta forma digital, reduzindo os custos das fotografias de produto que alimentam os sites de comércio eletrónico.

Com a The Fabricant a trabalhar na sua primeira coleção digital, qualquer pessoa pode fazer o download de ficheiros que contêm as peças digitais criadas pela empresa, sem custos.

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