inteligência artificial

Google com regras de inteligência artificial anti-Exterminador Implacável

A guerra pela inteligência artificial está ao rubro e a Google promete não seguir os caminhos mais perigosos.

Em 2017 foram 115 as startups relacionadas com inteligência artificial (IA) a serem adquiridas por grandes empresas norte-americanas. Só a Google comprou 15 nos últimos quatro anos, uma delas a britânica DeepMind, por 600 milhões de dólares.

Neste contexto, a Google está determinada em fazer jus a um dos seus primeiro slogans: “Don’t Be Evil”. Para o provar, a empresa lançou uma lista exaustiva de linhas orientadoras que vão servir de base para os desenvolvimentos em inteligência artificial. O que a empresa está a querer mostrar é que os perigos de existirem sistemas inteligentes assassinos, capazes de esmagarem a humanidade (no filme chamava-se SkyNet) como se viu na saga Exterminador Implacável é algo que, se depender da Google, não acontecerá.

Depois de uma demonstração que correu mundo na última conferência de developers, Google I/O, o mês passado, a empresa norte-americana quer, cada vez mais, mostrar que está atenta aos problemas que a inteligência artificial. O assistente virtual da Google fez uma chamada a marcar um cabeleireiro, com uma voz realista e interjeições típicas de humano. Na altura existiram algumas questões sobre os perigos de assistentes virtuais poderem enganar pessoas por telefone.

Em resposta a estas preocupações, a Google tem nas novas regras um tópico chamado Aplicações IA Que Não Iremos Seguir. Nesta secção, a empresa explica que não irá seguir os caminhos de IA em armas, malefícios, vigilância, entre outros. “Não iremos desenhar ou desenvolve Ia em tecnologias que possam causar qualquer tipo de mal”, indica a empresa, que explica: “só iremos seguir áreas em que acreditamos que os benefícios ultrapassam por completo os riscos e vamos incorporar limitações de segurança apropriadas”.

A Google admite, tal como Elon Musk já alertou, que se trata de uma área com perigos, dinâmica e em evolução impressionante. “Vamos seguir o trabalho com humildade e um compromisso de nos adaptarmos à medida que vamos aprendendo cada vez mais ao longo do tempo”.

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