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“Homem ao Mar”? Conheça a Sea Tags, a pulseira salva vidas

Pulseiras contam com uma autonomia de 600 horas de emissão contínua. Fotografia: DR
Pulseiras contam com uma autonomia de 600 horas de emissão contínua. Fotografia: DR

Desenvolvido especialmente a pensar nas embarcações de recreio, a pulseira é acionada assim que estiver imersa ou muito longe da embarcação.

“Homem ao Mar” é a expressão que assinala que alguém caiu à água e que precisa de ser salvo. Para ajudar a resolver esta situação, foram apresentadas esta semana em Portugal as pulseiras Sea Tags, que contam com um alarme ligado ao smartphone e com uma aplicação gratuita disponível na Apple Store e Google Play. A Orey Técnica Naval é a entidade responsável por promover este produto em território nacional.

Desenvolvido especialmente a pensar nas embarcações de recreio, a pulseira é acionada assim que estiver imersa ou muito longe da embarcação. O sinal é interrompido e o ou os smartphones acionam um alarme e registam a posição GPS no momento do acidente. As Sea Tags podem ser utilizadas em barcos de até 15 metros de comprimento, devido às limitações da cobertura Bluetooth, para evitar falsos alarmes.

As Sea Tags contam com dois modos de funcionamento: Crew (equipa) e Solo. O alcance do equipamento é de 100 metros num ambiente aberto mas, assim que é imerso em água, este bloqueia o sinal transmitido através da aplicação, emitindo de seguida um alerta para o smartphone.

Em modo de equipa, não é necessária nenhuma cobertura de rede no smartphone (GSM) mas é imprescindível que o Bluetooth esteja ligado. Nesta função, é possível monitorizar toda a tripulação conectando as pulseiras a todos os smartphones existentes a bordo. A aplicação Sea-Tags exibe a posição do “Homem ao Mar”, a posição em tempo real do barco e fornece atualizações em tempo real da distância para recuperar o náufrago no local onde decorreu o incidente.

Em modo solo, é obrigatório a cobertura de rede no smartphone. Em caso de “Homem ao Mar”, o smartphone (deixado a bordo) irá enviar uma mensagem de texto (SMS) com a posição e hora da ocorrência a um contacto em terra. Através desta funcionalidade, o contacto em terra que recebe esta informação poderá contactar de imediato as autoridades e comunicar a última posição GPS conhecida, facilitando assim o resgate do náufrago.

Para o diretor da Orey Técnica Naval, Mário Afonso, “esta tecnologia é ideal para vigiar crianças, para a navegação noturna, para pequenas tripulações e para a navegação a solo na zona costeira”.

As pulseiras Sea Tags foram desenvolvidas pela empresa francesa Securitag SAS, especialista em sistemas de informação eletrónica, e apresentadas em 2016. O custo desta pulseira em França é de 89 euros. No mercado português, este produto estará disponível junto de lojas online e físicas de artigos náuticos já a partir de maio, segundo fonte oficial da Orey Técnica Naval.

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