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La Casa de Papel é um dos 100 projetos da Netflix na Europa em 2018

Terceira parte de La Casa de Papel é gravado em 2018 e chega em 2019.
Terceira parte de La Casa de Papel é gravado em 2018 e chega em 2019.

São 100 projetos que empregam mais de 35 mil pessoas, num investimento enorme. Portugal continua de fora.

A Netflix está bem viva e recomenda-se. Esta semana já teve um dia em cheio em bolsa e em resultados. Agora, anunciou em Roma, num evento em que o Dinheiro Vivo esteve presente, planos ambiciosos para a Europa para continuar a ser “o maior produtor de conteúdos” no Velho Continente. Ted Sarandos, o responsável pelos conteúdos da Netflix anunciou mesmo que em 2018 a empresa vai duplicar os gastos com conteúdo europeu, que pode atingir os dois mil milhões de euros em breve – de 2012 a 2016 a empresa gastou ‘só’ 1,4 mil milhões de euros (a empresa planeia gastar 8 mil milhões de dólares – 6,5 mil milhões de euros – em conteúdos só este ano).

No total são mais de 100 projetos originais de 16 países, 13 deles da zona da Europa – há ainda África do Sul, Israel e Líbano (o Médio Oriente é uma estreia este ano) que integram a zona EMEA (Europa, Médio Oriente e África). Neles há espetáculos de stand up comedy, documentários, séries e filmes. Enquanto as populares séries La Casa de Papel, Dark, Suburra ou Black Mirror preparam as novas temporadas, há muitas novidades absolutas ‘made in Europe’ previstas.

La Casa de Papel chega em 2019 e agora é produzida pela Netflix

Esta quarta-feira foram anunciados 10 novos projetos europeus, incluindo sete novas séries originais. A Holanda estreia-se com uma série e há ainda Mortel (França), The Wave (Alemanha), Luna Nera (Itália), The English Game (Reino Unido) e Turn Up Charlie (Reino Unido), esta última com Idris Elba. Mas uma das novidades mais aguardadas do dia foi o anúncio da terceira parte de La Casa de Papel. Não só vai acontecer como será, pela primeira vez, produzida por completo pela Netflix. É gravada este ano mas só chega em 2019 e terá um espectro mais global.

Não faltam ainda dois documentários feitos na Europa, uma série documental francesa sobre os ataques terroristas, chamada November 13 e que estreia em junho e The Staircase (uma produção francesa gravada nos EUA). Itália terá um filme original da Netflix, o seu primeiro, Rimetti a Noi i Nostri Debiti.

A empresa quer continuar a explorar novos géneros e Ted Sarandos admite que o sucesso global de várias séries europeias faz aumentar a aposta “nos bons e talentosos criadores europeus”, porque “as boas histórias podem estar em qualquer lugar do mundo e em qualquer língua”. Os criadores portugueses ainda não fazem parte.

Ficámos ainda a saber que a segunda temporada da série alemã Dark começa as gravações no final de junho, em Berlim e há novos projetos prometedores como The Innocents, sobre uma jovem que descobre que consegue transformar o seu corpo (shapeshifter) ou The Alienists, um thriller misterioso passado na Nova Iorque do século XIX com Luke Evans, Dakota Fanning, Daniel Brühl.

Em breve teremos mais conteúdos sobre o evento que a Netflix promoveu em Roma para anunciar as novidades dos próximos tempos.

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