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Portugal vê nascer primeira Associação de Baristas

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Inaugurada esta segunda-feira, vai dar formação a baristas e trazer reconhecimento legal à profissão

Portugal tem uma nova Associação de Baristas. O objetivo? Melhorar a qualidade do café e trazer reconhecimento legal aos profissionais da área que ainda não constam na Classificação Portuguesa de Profissões.

Tirar uma bica é uma arte. Tudo depende da colheita, do processo de torrefação, da moagem, da temperatura da água, da afinação dos moinhos ou da calibração e extração. Mas afinal, quem é que sabe tudo isto? É o barista. Aquele que está por detrás do balcão e que conhece o café, da plantação à chávena.

É para dar resposta à crescente procura de especialistas na extração e produção de bebidas de e à base de café que nasceu, na segunda-feira, dia 17 de julho, a Associação Baristas de Portugal (ABP). Em Portugal, o número de baristas profissionais conta-se “pelos dedos das mãos”, diz a Presidente da Associação, Inês Mendes, ao Dinheiro Vivo. Foi por essa razão que nasceu este projeto, que vai apostar na formação de baristas que, até agora, era apenas conduzida por marcas de café a operar em Portugal (La Cimbali, Fiamma e Nestlé) e pela Associação Industrial e Comercial do Café (AICC).

Novas formas de consumo de café

Apesar da cultura portuguesa se resumir ao habitual expresso, começam a surgir novas formas de consumir café e novos estabelecimentos com destino à degustação desta bebidas: as famosas coffee shops. Quem o diz é David Coelho, membro da ABP e tricampeão nacional de baristas.

Para além do surgimento destes novos estabelecimentos, as misturas à base do café são uma realidade cada vez maior, dá conta Inês Mendes: “A nossa intenção é melhorar o serviço de cafetaria em Portugal e isso implica servir cafés cada vez melhores. O café pode ser bom mas pode ser mal tirado. Vamos tirar café com mais qualidade e outras bebidas à base de café como Frappuccinos, Capuccinos e Mazagrans. Portugal precisa de diversificar as bebidas à base de café, enriquecer a oferta e melhorar a qualidade do serviço.”

Sobre como é que estes novos negócios afetam as cafetarias tradicionais, a presidente diz que “os baristas formados pela ABP estão aptos para trabalhar tanto nestes novos estabelecimentos como nas cafetarias tradicionais. Vai haver cada vez mais a necessidade de melhorar a qualidade do café e de haver um barista por detrás de um balcão de um estabelecimento mais tradicional”.

Tanto os baristas com formação, como os cidadãos que queiram aprender a arte do café podem fazer formação com a ABP e entrar no mercado de trabalho mas, lembra a presidente, “é preciso muito treino para ser barista. Mais ou menos, de três meses a um ano”. Afinal, tirar a bica da manhã é mesmo uma arte.

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