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“Portugal vai ter dos melhores jogadores do mundo em eSports”

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Já existem vários jogadores portugueses a dar cartas a nível internacional, mas o crescimento do sector vai produzir novos 'prodígios'.

Portugal recebe pela primeira vez uma grande competição internacional de desportos eletrónicos. Algumas das equipas e atletas mais conceituados a nível internacional estão em Lisboa para lutar por um total de 85 mil euros em prémios. São esperados mais de 15 mil espectadores em dois dias de competições, que terminam este domingo ao final da tarde.

O Moche XL eSports é um exemplo do crescimento que os eSports têm registado em Portugal, sobretudo nos dois últimos anos. Este sábado, a meio da tarde, mais de três mil pessoas estavam nas bancadas do Altice Arena para assistir ao duelo entre duas equipas internacionais do videojogo Counter Strike – um número que deixa a milhas a assistência da maior parte dos desportos, incluindo a assistência em alguns estádios de futebol.

Parte desta ‘loucura’ justifica-se pelos nomes grandes que estão em Lisboa – as equipas SK Gaming e Hellraiser estão entre as melhores do mundo em Counter-Strike e estão em Portugal a lutar pelo grande prémio do Moche XL eSports.

Pedro Silveira, diretor-geral da E2Tech, a empresa responsável pela organização do evento, admitiu que não foi fácil trazer até Portugal estes nomes sonantes. “Foi difícil, foi difícil. Estas grandes equipas estão habituadas a jogar torneios e a estar em eventos que têm valores muito grandes em termos de prémios monetários”, admitiu o responsável em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Depois percebemos que com o apoio de grandes marcas, acabamos por conseguir de alguma forma também fazer o convite a estas equipas e trazê-las a Portugal”, acrescentou.

Leia também | Como as marcas em Portugal se renderam à loucura dos eSports

eSports vão continuar a crescer
O fundador da E2Tech é das pessoas em Portugal que mais ligação tem à área dos eSports. “Já conheço os eSports e já estou de alguma forma ligado aos eSports mais ou menos desde o ano 2000”. Longe vão os tempos, diz Pedro Silveira, em que uma festa para jogar em rede (LAN Party) era para os “geeks”.

“Nós sabíamos que a parte competitiva era muito importante e que ia crescer com toda a certeza. (…) Por isso percebemos que, sim, os eSports vieram mesmo para ficar”.

Agora que os eSports estão a tornar-se mainstream, junto do público e das marcas, é que Portugal poderá dar um verdadeiro salto. “Acho que vamos chegar longe, como em tudo o que nos metemos. Também temos o melhor jogador do mundo de futebol, de futebol de praia, de futsal e a realidade é um pouco esta. Nós naquilo que gostamos, naquilo que apostamos, normalmente temos grandes campeões”, lembrou Pedro Silveira.

O campeão mundial do jogo de futebol FIFA já foi, por exemplo, um português – Francisco ‘Quinzas’ Cruz, em 2011. Já existem também vários jogadores portugueses que integram equipas internacionais, sendo um dos mais conhecidos Ricardo ‘fox’ Pacheco, um jogador de Counter-Strike que alinha pela equipa Tempo Storms.

Pedro Silveira não tem dúvidas em dizer que “os eSports vão crescer com toda a certeza e os nossos jogadores vão lançar-se e vamos ter dos melhores do mundo também”. “Os nossos jovens, como gostam de crescer a jogar futebol, hoje também gostam de crescer com os videojogos. Se crescem com os videojogos, também querem ir para a parte competitiva”, finalizou o responsável.

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