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Em quantos minutos já é possível para dar a volta ao mundo?

Sabia que é possível dar a volta ao mundo em menos de duas horas? E que há quem dê 15 voltas ao mundo por dia?

O planeta Terra está cada vez mais pequeno – não porque esteja a encolher, mas porque os meios de transporte estão cada vez mais rápidos e mais acessíveis. A evolução dos transportes e também dos modelos de negócio tem permitido viajar entre países de forma cada vez mais rápida. A questão é: quanto tempo precisamos para dar uma volta ao mundo?

A resposta não é linear. Primeiro porque depende do meio escolhido para fazer este percurso. Depois porque depende da forma como é feita esta volta ao mundo – se ‘dentro’ do planeta, se ‘fora’ dele. Confuso?

A forma mais rápida de dar a volta ao mundo é dentro da Estação Espacial Internacional (ISS): os astronautas a bordo da ISS completam uma volta ao planeta Terra a cada 92 minutos, o que significa que completam 15 voltas ao planeta todos os dias. Há satélites que dão a volta ao mundo em 84 minutos, mas neste caso não transportam uma pessoa.

‘Descendo’ à Terra, a forma mais rápida de dar a volta ao mundo já não está disponível. Este recorde pertence ao Concorde, avião supersónico da Air France que foi descontinuado em novembro de 2003. O Concorde era capaz de dar a volta ao mundo em 32 horas.

Se estiver a pensar no mar como uma hipótese para fazer este percurso, aí é necessário muito mais tempo: 40 dias, 23 horas, 30 minutos e 30 segundos, um recorde marítimo que foi estabelecido em 2017 pela tripulação do barco IDEC 3. Se está a pensar que o barco é lento, o melhor é colocar a comparação em perspetiva: a armada de Fernão de Magalhães, a primeira a circum-navegar o planeta Terra em 1522, precisou de mais de três anos para completar a viagem.

O que se segue?
Faz parte da evolução humana as constantes tentativas de superação em diferentes domínios. Neste caso específico, aquilo que está em causa é o aparecimento de novos meios de transporte mais rápidos e que permitem num curto espaço de tempo percorrer grandes distâncias.

Há dois potenciais candidatos e estão os dois ligados ao empreendedor sul-africano Elon Musk: o comboio de alta velocidade Hyperloop e o sistema de transporte interplanetário (ITS) da SpaceX. Sobretudo o comboio não está pensado como um meio de transporte para dar a volta ao mundo, mas sim para ligar localizações específicas, mas ambos representam uma nova geração de mobilidade.

No caso do Hyperloop as estimativas apontam para uma viagem de 29 minutos entre Nova Iorque e Washington, nos EUA, um percurso de 365 quilómetros. Ou seja, imaginando o Hyperloop na realidade portuguesa, uma viagem entre Lisboa e Porto poderia demorar apenas 24 minutos. Se houvesse um túnel que percorresse toda a circunferência equatorial, então o Hyperloop precisaria de 53 horas para completar a volta ao mundo.

Já o ITS, que na prática é um foguetão espacial, poderá segundo a SpaceX percorrer a distância entre Nova Iorque, nos EUA, e Xangai, na China, em 39 minutos para uma distância de 11.800 quilómetros. Extrapolando para uma ‘circum-navegação’, então o sistema de transporte interplanetário precisaria de aproximadamente duas horas para dar a volta ao mundo.

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