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Testámos um caderno em papel que também é digital. O futuro chegou

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Pusemos à prova um kit da Moleskine que permite escrever ou desenhar num caderno e ficar com tudo registado, em tempo real, em formato digital.

Vivemos numa era tecnológica e digital, mas ainda há muitos que valorizam (e muito) a escrita com uma caneta e um caderno em papel. Há mesmo quem diga que há vantagens até cognitivas e de organização de ideias em escrever em papel, mesmo para quem é mais fã de tecnológica. A Moleskine, como marca italiana especialista em cadernos e agendas, tenta juntar o melhor de dois mundos, o analógico e o digital.

Chama-se Moleskine Smart Writing e mais não é do que um kit que inclui o que a marca chama de tablet de papel e uma caneta especial, a Pen+. O caderno, ou tablet de papel – neste caso, testámos a versão agenda, de 2019 – , é praticamente igual aos muito populares cadernos da Moleskine, mas um pouco mais pesado e com um formato mais arredondado das folhas – mesmo parecido com um tablet. Inclui também pequenos pontos nas folhas que permitem à caneta fazer a leitura exata do que desenhamos ou escrevemos.

A caneta é o produto mais tecnológico do conjunto e é robusta mas leve quanto baste, capaz de agradar na hora de escrever no papel (a Moleskine tem uma reputação para manter e, aqui, é bem sucedida). Para ligarmos tudo, além de precisarmos da Pen+ carregada (usa-se um típico cabo micro-USB), temos fazer download da app Moleskine Notes (gratuita) – em Android chama-se Neo Notes – e seguir os passos simples para fazer a ligação por Bluetooth (basta emparelhar uma vez, que depois já assume de forma automática).

Depois é escrever à nossa vontade no caderno. O que fica registado a tinta no papel é imitado na perfeição e em tempo real na app, que é uma experiência surpreendente de ver, até pela exatidão que o sistema tem (permite, por exemplo, escolher a grossura do traço na app ou a cor). É sempre mais curioso ver tudo a funcionar num tablet, que foi o que fizemos no vídeo em cima, mas funciona da mesma forma num smartphone. Podemos desenhar ou escrever o que quisermos e ficamos com tudo em formato digital.

Além disso, a app permite deixar notas de áudio em cada um dos dias da agenda e permite fazer etiquetas para o conteúdo de cada dia e até transcrever o que escrevemos. Foi neste ponto que a experiência não foi tão perfeita, já que em boa parte das vezes (a letra também influencia) o sistema não transcreveu de forma exata para hipertexto. Também podemos fazer um replay da forma como escrever, por ordem, num vídeo peculiar e editar o conteúdo – incluindo eliminar o texto de cada dia da agenda ou dar maior destaque a certos temas.

A nível de desenho, a precisão da caneta real que transforma o conteúdo escrito em digital também nos surpreendeu pela positiva. Interessante também é a conetividade que a app permite, incluindo na partilha do conteúdo em formato PDF, de imagem, ou mesmo texto transcrito (que não é perfeito). Podemos partilhar o que escrevemos em pouco segundos por email, por exemplo, ou por WhatsApp.

A Moleskine consegue aqui um produto tecnologicamente relevante e muito útil para muitos. Só lamentamos que não tenha uma transcrição para hipertexto mais eficaz e o preço, que não está ao alcance de todos: ronda os 200 euros, sendo a caneta o mais caro do conjunto. Outro senão é que quem esgotar o caderno em papel, terá de comprar outro com as mesmas caraterísticas, que ronda os 30 euros. Finalizando, a Moleskine faz jus à sua tradição que mistura estilo, tradição e qualidade premium, mesmo num produto que acaba por ser um gadget. Como nota final, cumprem o slogan deste produto: “As ideias ganham uma nova forma, numa ponte entre o analógico e o digital”.

Positivo: A experiência global e a exatidão da caneta.

Negativo: O preço elevado e a transcrição para hipertexto.

Leia mais sobre tecnologia em insider.dn.pt

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