Vinho sem álcool? A José Maria da Fonseca tem

Empresa de Azeitão vai este ano alargar a sua ganha de vinhos sem álcool com o lançamento de uma nova marca. O Médio Oriente é um dos mercados em vista

Já lá vão cerca de 10 anos sobre o lançamento do Lancers Free, o primeiro vinho sem álcool nacional, um rosé, da José Maria da Fonseca. Mas o sucesso do produto, com crescente procura nacional e internacional, levou a empresa de Azeitão a alargar a gama. Ainda este ano, garante o administrador António Maria Soares Franco, membro da sétima geração familiar na JMF, e, provavelmente, ainda antes do verão, chegará ao mercado uma nova marca para este segmento de vinhos, com uma oferta alargada ao branco e tinto. E com a qual José Maria da Fonseca pretende explorar vários mercados, designadamente o do Médio Oriente.

"Começamos a desenvolver este know how já lá vão 20 anos e lançamos o Lancers Free há cerca de 10. Mas começamos a sentir que há uma procura crescente por vinhos sem álcool ou com uma taxa de álcool mais reduzida e, por isso, decidimos fazer uma aposta mais forte com uma marca mais transversal", explicou ao Dinheiro Vivo António Maria Soares Franco, frisando que "este é um segmento que tem vindo a crescer de forma muito interessante todo os anos, tratando-se de um consumidor muito fiel". E não se pense que esta é um produto exclusivo para o Médio Oriente, pelo contrário. "Começamos a sentir que muitos dos nossos clientes tradicionais estão a despertar para este tipo de vinhos, não só em Portugal mas em vários mercados de exportação".

Presente em mais de 70 mercados, a José Maria da Fonseca faturou, o ano passado, 22 milhões de euros, mais 8% do que em 2017. A exportação valeu 60%. Este ano, a empresa pretende crescer 10% e aproximar-se dos 25 milhões de euros de vendas. Brasil, Suécia, Itália, Canadá e Estados Unidos são os principais mercados de destino, mas a China, a França, o Luxemburgo e a Holanda têm vindo a crescer, também, continuamente.

E António Maria Soares Franco acredita que, em três anos, a China poderá, facilmente, alcançar um lugar no top 5 das vendas da JMF e que, no espaço de uma década, e a manter-se o ritmo de crescimento atual, este poderá ser "o principal mercado de exportação da empresa". Refira-se que a China passou, em cinco anos, de um destino "completamente residual" a ocupar um lugar no top 10 dos principais mercados dos vinhos da JMF. Para 2019, a aposta da empresa estará muito assente em alguns novos mercados asiáticos, como as Filipinas, a Tailândia, a Malásia e a Indonésia, bem como na Europa de Leste, em especial na Polónia, República Checa, Ucrânia e Rússia. Sem esquecer, claro, o Médio Oriente e a consolidação de vendas em países como os EUA, China ou Brasil.

Em termos produtivos, a empresa de Azeitão tem vindo a investir cerca de um milhão de euros ao ano, seja em equipamentos, adegas, engarrafamento ou novas vinhas. A JMF conta com 650 hectares, no total, e todos os anos replanta 20 a 30 hectares.

Também este ano abrirá ao público o segundo wine bar da empresa, o BY The Wine, totalmente dedicado às suas próprias marcas, e que funciona, também, como flagship store. Depois do sucesso do espaço em Lisboa, a JMF decidiu investir num segundo espaço dentro das suas instalações em Azeitão. Projetos para novas flagship stores não há. Para já. "Mais à frente haveremos de pensar se faremos mais alguma expansão, mesmo em termos de oportunidades internacionais", diz António Maria Soares Franco.

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