YouTube aposta em serviço pago de televisão

Para já só disponível nos Estados Unidos, a YouTube TV custará 35 dólares por mês e permitirá o acesso a 40 canais televisivos

O mais popular serviço de vídeos online do mundo vai lançar-se no mercado da televisão. A Alphabet, casa-mãe da Google, que é dona do YouTube, acaba de anunciar a YouTube TV, um serviço de televisão pago, que vai ser lançado em breve, para já apenas nos Estados Unidos.

A YouTube TV custará 35 dólares por mês e estará disponível por app, para smartphones, tablets e também em desktop, num serviço autónomo da página e da aplicação tradicional do YouTube. O anúncio foi feito esta terça-feira pela CEO do YouTube, Susan Wojcicki, numa conferência de imprensa em Los Angeles. "Não há dúvidas que os millennials adoram conteúdo televisivo de qualidade, mas percebemos que não querem assistir através dos canais tradicionais".

Veja aqui: Profissão: youtuber. É assim que se faz dinheiro com canais do YouTube

A mensalidade permitirá que até seis contas individuais tenham acesso ao conteúdo de quarenta canais televisivos, desde a FOX à National Geographic, passando ainda pela Disney. Haverá também um canal com conteúdo original do YouTube.

A YouTube TV servir-se-á ainda de inteligência artificial para proporcionar uma experiência mais adaptada a cada perfil, com sugestões personalizadas que aparecerão na entrada da aplicação. Com este lançamento, o YouTube entrará em concorrência direta com os serviços idênticos lançados pela Dish Networks, a Sony e AT&T.Hulu, a 21st Century Fox, a Comcast e a Time Warner.

Mil milhões de horas diárias

No final do ano passado, o YouTube atingiu a marca história dos mil milhões de horas visualizadas por dia, no mundo inteiro. O número foi avançado pelo Wall Street Journal e representa dez vezes o tempo de vídeo que o popular serviço apresentava em 2012, na altura em que foi divulgada a inclusão de inteligência artificial para personalizar a experiência de cada indivíduo.

Por comparação, o Facebook indicou em janeiro que os seus utilizadores gastavam 100 milhões de horas por dia em vídeos, e o Netflix avançou avançou com 116 milhões de horas diárias passadas na sua plataforma a ver filmes e séries.

Ainda assim, nada indica que estes números se traduzam em lucros para a Google, indica a publicação norte-americana, uma vez que a Alphabet não publica dados sobre o YouTube.

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