Évora

Fábrica da Mecachrome prevê arrancar no 1.º trimestre de 2017

Embraer conta com unidades em Évora

A construção da fábrica para fazer componentes metálicos para o setor aeronáutico está praticamente concluída, segundo o diretor da unidade.

A construção da fábrica em Évora da Mecachrome Aeronáutica, para fazer componentes metálicos para o setor aeronáutico, está praticamente concluída, devendo a produção arrancar no primeiro trimestre do próximo ano, segundo o diretor da unidade.

Em declarações à agência Lusa, o responsável pela fábrica da Mecachrome Aeronáutica na cidade alentejana, Christian Santos, disse que, para terminar a obra, “faltam apenas alguns acabamentos, coisas simples”, ao nível de “trabalhos de pintura ou de eletricidade”.

A fase de construção está, por isso, “praticamente terminada”, estando a decorrer, ao mesmo tempo, a fase de instalação e de ajuste das máquinas necessárias à produção, acrescentou.

“Como estamos a falar de maquinaria de precisão, há uma série de ajustes que é preciso fazer para que, quando as máquinas comecem a trabalhar, possamos estar seguros de atingir os níveis exigidos para as peças que produzimos”, explicou Christian Santos.

Depois de cumpridos estes procedimentos, realçou, a fábrica, que envolve um investimento na ordem dos 30 milhões de euros, poderá começar a produzir, o que está previsto para “o primeiro trimestre de 2017”.

“Quanto antes iniciarmos a produção melhor, mas, com a complexidade das peças que vamos fazer, a previsão aponta para o primeiro trimestre” do próximo ano, sublinhou.

A fábrica da Mecachrome Aeronáutica, empresa portuguesa do grupo francês Mecachrome, está a “nascer” no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, onde já estão localizadas unidades fabris de outras empresas do setor, como as duas fábricas da brasileira Embraer.

Com uma área de quase 22 mil metros quadrados, o projeto vai ser construído em duas fases: a primeira e atual com 13.500 metros quadrados e a segunda com 9.300 metros quadrados.

“Nesta fábrica, por enquanto, vamos trabalhar só para a indústria aeronáutica, para vários clientes”, referiu o diretor, precisando que a maior parte da produção vai ter como destino a exportação, sobretudo para “a Airbus, em França”.

Segundo Christian Santos, a empresa também já iniciou o processo de contratação de pessoal para a unidade, estando, atualmente, a decorrer a formação de trabalhadores em França, nas instalações do grupo.

“Nesta fase inicial, já somos cerca de 20 pessoas, entre as que estão agora em França e as que já receberam formação e estão a ajudar a arrancar com a produção”, afirmou, acrescentando que ficará “contente” se, no final de 2017, a fábrica já tiver um total de “100 trabalhadores”.

Aquando da assinatura do contrato de investimento do projeto entre o Estado português e a empresa, em fevereiro, envolvendo a atribuição de incentivos financeiros, foi divulgado que a Mecachrome Aeronáutica prevê criar, até final de 2019, cerca de 300 postos de trabalho diretos.

Na altura, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que assinou o contrato, em representação do Estado, frisou tratar-se de “um importante projeto de investimento”, capaz de dar “um forte contributo para o desenvolvimento do ‘cluster’ aeronáutico português” e para “a projeção da competitividade” do país.

O grupo Mecachrome, que já possui outra fábrica em Setúbal, é liderado pelo português Júlio de Sousa e está especializado na produção de peças de alta precisão para as indústrias aeronáutica, espacial e automóvel.

Com 14 fábricas em cinco países, o grupo tem como principais clientes a Airbus, Boeing, Safran ou Porsche, entre outros.

 

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