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5 razões porque é urgente um Festival sobre Política

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5 razões porque é urgente um Festival sobre Política

A 1ª edição do Festival Política arranca amanhã no São Jorge, em Lisboa, e termina no sábado. Saiba as 5 razões pelas quais deve ir.

Os portugueses parecem estar desapaixonados da política. Pelo menos, a avaliar pelos números da abstenção. Nas eleições legislativas de 2015 a taxa de abstenção atingiu o máximo histórico: 44,1%. Nas eleições presidenciais, mais de metade (51,3%) não foi às urnas. Urge, portanto, um Festival Política.

A primeira edição do Festival Política, decorre nos dias 21 e 22 de abril, no São Jorge em Lisboa. Arranca amanhã, às 17h30, com o debate “Como combater a abstenção”, moderado por Fernando Alvim, com João Pina (fotógrafo), Marina Costa Lobo (investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais), Hélio Morais (músico cofundador dos Linda Martini e dos PAUS) e Maria Flor Pedroso (editora de política da Antena 1). Segue-se, às 19h30, a conversa “O voto obrigatório é uma solução? O caso brasileiro”, com Jair Rattner (jornalista) e Luanda Cozetti (cantora dos CoupleCoffee).

Rui Oliveira Marques, coorganizador do Festival Política, explica por este Festival é um dos que não se pode abster de participar. Diretor adjunto do jornal Meios & Publicidade, Rui Oliveira Marques é coautor com Bárbara Rosa do blogue Má Despesa Pública, blogue que inspirou os livros Má Despesa Pública e Má Despesa Pública nas Autarquias.

“5 razões porque é urgente um festival sobre política

1. Porque ainda não havia nenhum em Portugal. Existem em Portugal 249 festivais de música mas até agora não existia um dedicado à política, que fosse organizado por pessoas da sociedade civil, sem qualquer partido, associação ou lóbi por detrás. Este modelo de festival, onde se junta política, cinema, arte e atividades para crianças, não é original. O Festival Política é inspirado em formatos internacionais como o Spur Festival (Canadá), Festival of Politics de Edimburgo, Imagine – Festival of Politics and Ideas (Belfast) ou Festival della Politica (Veneza).

2. Porque será possível ter um speed dating com deputados. É uma das atividades que tem despertado mais atenção. Durante cinco minutos, os participantes inscritos conversam com cada um dos sete deputados. Vão participar os deputados Sérgio Azevedo (PSD), Rita Rato (PCP), Heloísa Apolónia (PEV), Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda), André Silva (PAN), Isabel Moreira (PS) e Ana Rita Bessa (CDS-PP).Estão já inscritas pessoas dos 17 aos 77 anos. Ainda há lugares livres. Basta enviar um email para festivalpolitica@gmail.com.

3. Porque até as crianças encontram o que fazer. Foi uma das nossas preocupações, conseguir ter uma programação transversal que, além dos debates, incluísse filmes, workshops, momentos de arte e atividades infantis. A programação inclui a estreia em Portugal do filme espanhol “Techo y Comida”, em que a actriz principal, Natalia de Molina, venceu o Goya de melhor atriz, do documentário “Aristides de Sousa Mendes – un hombre bueno”, do realizador luso-argentino Victor Lopes, e de “Ressurgentes”, de Dácia Ibiapina, que acompanha os movimentos sociais de Brasília entre 2005 e 2013. para os mais novos teremos no sábado de manhã o atelier “Como se faz uma bandeira” para dar a conhecer os símbolos nacionais, a bandeira e o hino, a sua história e significados. Segue-se o espetáculo de Teatro Infantil: “Nha Casa, Nha Bairro (como se constrói o futuro), do Teatro Ibisco, que junta crianças de bairros bem diferentes do concelho de Loures.

4. Porque permitiu criar a primeira campanha de publicidade contra a abstenção com origem na sociedade civil. A abstenção em Portugal está a atingir valores históricos mas parece ser um tema afastado da agenda dos políticos. Nas eleições legislativas de 2015 a taxa de abstenção atingiu o máximo histórico: 44,1 por cento. Nas últimas eleições regionais dos Açores e Madeira e nas Presidenciais mais de metade das pessoas recenseadas não foram votar. Nas Europeias de 2014 foi até aos 66,2 por cento. Com estes números em mente decidimos propor a vários parceiros a criação da primeira campanha de publicidade contra a abstenção criada pela sociedade civil. Foi graças ao empenho e meios da Krypton e à criatividade da 004 que tal foi possível.

5. Porque será possível comprar uma serigrafia de um artista por 25 euros. Esta será a herança da primeira edição do Festival Política – peças artísticas sobre a abstenção/não participação cívica. No sábado à tarde estarão à venda no São Jorge trabalhos em serigrafia sobre o impacto da abstenção na vida política portuguesa. Participam Alberto Faria, André da Loba, Carolina Maria, ± Miguel Januário, Sara Maia. O preço de venda é meramente simbólico porque a ideia é que as peças, pela mensagem política que têm, tenham a maior divulgação possível.”

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