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A street art invadiu o Super Bock Super Rock

SuperBock

Guitarras gigantes feitas de desperdício, nenúfares, workshops de graffiti. A Super Bock deu espaço à street art no festival a que dá nome há 25 anos

Uma guitarra gigante tem recebido os milhares de festivaleiros que nos últimos dois dias têm rumado ao Parque das Nações, em Lisboa, para o Super Bock Super Rock, que hoje encerra. O objeto é a prova que na arte, tal como na natureza, tudo se transforma. E o street artist Bordalo II dá corpo a isso usando o desperdício para recriar de forma artística o festival ao qual a marca de cerveja da Unicer dá nome há 25 anos.

“Quisemos criar uma peça icónica para o Super Bock Super Rock e que mais tarde fique acessível a todos”, diz Nuno Bernardo, administrador de marketing da Unicer. A Guitrash de Bordalo II tem uma dupla função. A reutilização do desperdício “é uma preocupação da marca”. “Temos uma obra em exposição no Super Bock Super Rock que traduz muitíssimo bem esta associação entre a marca e estas duas dimensões artísticas”, defende o administrador do marketing.

A obra também dá expressão à aposta da Super Bock no universo da arte urbana, ou não fosse este um festival que decorre na cidade, depois de vários anos no Meco. “O regresso do festival a Lisboa impulsionou naturalmente esta grande ligação entre a Super Bock e a arte urbana”, justifica Nuno Bernardo.

Ligação que não é de agora. Em 2008, ainda a street art não tinha a expressão que tem hoje e já a marca fazia campanhas com este mote, o que “resultou numa exposição itinerante em várias cidades portuguesas” e levou em 2014 a arte urbana para dentro de casa: foi o ano da criação do Mural da Lionesa, num momento em que a Unicer assinalava 50 anos, e que fica nas instalações da companhia. Agora trouxe este universo para o festival, a sua maior aposta no território da música, “área para onde direcionamos a maior fatia do orçamento na área dos patrocínios”. Quanto? Não revela.

São nenúfares, senhor
Quem foi ao festival pôde testar as suas capacidades de graffiters nos workshops realizadas pela plataforma Underdogs – ligada ao artista Vhils -, mas também são confrontados com momentos de “apropriação do espaço público”, como descreve Hugo Reis, um dos nomes que com Filipa Frois Almeida está por trás do FARH 021.3. A dupla, que vai levar para a Coreia do Sul 800 balões espelhados para uma instalação artística e que em Taipé, na China, está a criar um pavilhão, o Nappe, com abertura prevista para março de 2018 – é repetente no festival. No ano passado já tinha criado a estrutura de luz que integra o Palco Super Bock – projeto premiado no AporFest – e neste ano dá um salto. “Toda a estrutura do palco a nível de luz foi ampliada 35 metros sobre o público”, diz Hugo Reis, criando uma experiência de imersão entre artistas e público.

O FARH 021.3 também criaram estruturas, a que chamaram nenúfares, e que foram colocados no espelho de água do recinto do festival. A Unicer aproveitou os workshops para fazer o relançamento da garrafa de alumínio da Super Bock, desta vez com uma imagem criada por The Caver. Foi este street artist português quem criou a empena que fez parte de o Muro, o festival de Arte Urbana LX 2017, no bairro de Marvila, numa referência à amizade, tema das mais recentes campanhas da Super Bock.

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