LLYC estuda entrada em Bolsa. Consultora quer faturar 100 milhões em cinco anos

Crédito bancário ou a incorporação de novos fundos de capital de risco na estrutura acionista são outras opções para a consultora de comunicação obter maior liquidez para sustentar política de aquisições.

Ana Marcela
Tiago Vidal, diretor-geral da LLYC e sócio da consultora de comunicação © D.R.

A consultora de comunicação LLYC, com presença em Portugal, está a estudar a sua entrada na bolsa alternativa, obtendo liquidez para concretizar plano de atingir 100 milhões de faturação em cinco anos, noticiou o El Confidencial e confirmou o Dinheiro Vivo junto da consultora de comunicação do Netflix ou da Repsol. A entrada de novos fundos de capital de risco é outra das opções que estão a ser estudadas, adianta Tiago Vidal, diretor-geral da LLYC em Portugal e sócio da consultora, ao Dinheiro Vivo.

"Estamos a trabalhar num ambicioso plano de crescimento para os próximos cinco anos, que permitirá duplicar o nosso negócio e consolidar a posição da LLYC como referência internacional no nosso setor", comenta Tiago Vidal. A consultora da Leroy Merlin ou da Sonae Sierra e Sonae Arauco fechou o ano passado com 44,3 milhões de euros de receitas, um EBITDA recorrente de 8,5 milhões, abaixo dos 48 milhões obtidos em 2019. O objetivo é em 5 anos duplicar faturação, para os 100 milhões de euros, tal como avançou o Dinheiro Vivo em março.

"No âmbito deste plano, pretendemos realizar uma estratégia de aquisições seletivas em mercados-chave visando a transformação digital do negócio, com um enfoque muito claro no investimento em inovação e tecnologia, atraindo o melhor talento para a nossa empresa", continua Tiago Vidal.

"Para atingir este objetivo, estamos a reforçar os nossos recursos e estrutura de forma a acelerar a concretização deste plano. Nesse sentido, estamos a analisar várias possibilidades de financiamento, onde se inclui também a opção de admissão à cotação em bolsa alternativa, não estando excluídas outras alternativas como o crédito bancário ou a incorporação de novos fundos de capital de risco na estrutura acionista", adianta.

Em 2015, recorde-se, o fundo francês MBO Partenaires investiu 6,4 milhões de euros na Llorente & Cuenca, ficando com 22% do capital da consultora de comunicação. A consultora concluiu em maio a compra da posição detida pelo fundo francês, passando a deter 100% da empresa. Os valores da operação de recompra não são conhecidos.

"A opção de entrada em bolsa é uma das mais atrativas, mas caso seja decidida, será comunicada às autoridades do mercado em momento oportuno", reforça.

A consultora, em entrevista ao Dinheiro Vivo, admitiu estar a olhar para o mercado nacional para potenciais aquisições. "Neste momento ainda não temos nada a comentar sobre possíveis aquisições em Portugal no âmbito do plano estratégico da empresa", diz o diretor-geral da LLYC.

(notícia atualizada às 18h17 com mais informação sobre sobre a compra da posição do fundo francês pela LLYC)

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