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André Carrilho acusa Amoreiras de uso indevido de ilustração

André Carrilho

Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens)
André Carrilho Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens)

Em causa está uma ilustração de Fernão Magalhães criada por André Carrilho e publicada inicialmente no Diário de Notícias.

Fernão de Magalhães, grande navegador, fazendo o mundo rodopiar na ponta de um dedo. A imagem foi criada pelo ilustrador André Carrilho e publicada em setembro no Diário de Notícias (do Global Media Group, tal como o Dinheiro Vivo) para marcar os 500 anos da partida para a grande aventura oceânica. E agora utilizada — com a devida identificação, mas não autorização –, para comunicar uma campanha promocional da Bertrand, de livros relacionados com a viagem da circum-navegação e o navegador.

Surpreendido com os factos, de que não fora sequer informado, o ilustrador acusa agora o Amoreiras Shopping de uso indevido da sua ilustração numa campanha de marketing no Facebook. O centro comercial diz que o conteúdo partilhado na rede social foi “cedido diretamente” pela Bertrand, não tendo por isso contactado o ilustrador. E até ao momento não foi possível obter um comentário da livraria.

“Olha, o Amoreiras Shopping Center decidiu usar uma imagem minha sem autorização, numa campanha de marketing no Facebook. Devo estar a ser pago em ‘exposição'”, reagiu o ilustrador num post no Facebook.

O ilustrador diz que nunca chegou a ser contactado pelo centro comercial. “É de salientar que só usaram a imagem num post de Facebook para promover uma ação ligada aos 500 anos da primeira circum-navegação. Não tenho conhecimento de que a tenham usado noutros media ou suportes”, reagiu André Carrilho, contactado pelo Dinheiro Vivo.

Apesar do post no seu mural na rede social, o ilustrador não contactou diretamente o centro comercial, nem foi abordado pelo shopping. “Não os contactei diretamente, fiz um comentário no post da página deles que usava a imagem”, refere.

“Apesar de estar creditada, a utilização de uma imagem minha por parte de uma marca, neste caso o Amoreiras Shopping Center, necessita sempre de uma autorização prévia. Ora eu não dei essa autorização, nem recebi nenhum pedido nesse sentido, pelo que esta utilização numa campanha de marketing nas redes sociais é abusiva e abaixo dos critérios que sempre pensei regerem a imagem do Amoreiras Shopping Center”, disse o ilustrador num comentário ao post do centro.

 

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O Amoreiras Shopping Center diz que o conteúdo publicado na sua rede foi “cedido diretamente” pela Bertrand. “O Amoreiras Shopping Center no seu owned media, inclusive redes sociais, integra diversos conteúdos próprios e de terceiros, nomeadamente dos seus lojistas. O caso em concreto é reflexo desta integração”, explica Margarida Romão, diretora de marketing da Mundicenter, a empresa gestora do centro comercial.

“A Bertrand é um dos parceiros que contribuem para os conteúdos associados ao tema de literatura e o conteúdo partilhado na rede social Facebook do Amoreiras foi cedido diretamente pela marca. No que se refere à imagem a mesma reforça a questão dos créditos (André Carrilho/ Diário de Notícias)”, junta. “Perante esta situação o Amoreiras Shopping Center não entrou em contacto com o artista uma vez que o conteúdo a partilhar foi cedido por parte da Bertrand”, conclui Margarida Romão.

Até ao momento não foi possível obter um comentário da Bertrand.

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