Auchan. 20 histórias sobre a coragem de viver e trabalhar em tempos de pandemia

No mês em que o país assinala um ano em que passou a viver e trabalhar em tempos de pandemia, a Auchan conta a história de 20 colaboradores na linha da frente.

Vinte histórias, vinte colaboradores. Vinte pequenos documentários sobre o que é a coragem em tempos de pandemia. Acerca de Coragem começa agora a ser contado nas plataformas digitais da Auchan, com realização de Tiago Figueiredo. Começa com a história de Rui Narciso, mas a cadeia vai ainda contar a da Célia, a do Pedro, a da Helena, a do Joaquim ou a de Bárbara, colaboradores espalhados pela rede de lojas Auchan pelo país. As suas histórias começam a ser contadas no mês em que o país assinala um ano em que entrou nesta nova forma de vida: no dia 18 de março de 2020, o Portugal entrou em confinamento geral.

"O período em que vivemos é um desafio para todos e diariamente somos confrontados com cenários aos quais temos que nos adaptar. Esta é das fases mais desafiantes da nossa história, da história de todos e, aqueles que asseguram a cadeia de distribuição alimentar e garantem os produtos essenciais são verdadeiros heróis anónimos. Cada um deles, à sua maneira, veste diariamente uma capa de super-herói e assume um papel determinante para garantir que os bens essenciais chegam às casas dos portugueses", diz Clara Costa, diretora de marca e transformação da Auchan.

"Para os homenagear pedimos ao realizador Tiago Figueiredo que contasse histórias de rostos da Auchan, daqueles que enfrentam a pandemia diariamente. Um conjunto de pequenos filmes, com representantes Auchan de norte a sul do país, onde quisemos prestar um tributo a todos aqueles que estão na linha da frente e à coragem de todos, através de um documentário que fará parte da história de todos", continua.

"Os tempos que vivemos exigem empatia e solidariedade e quisemos mostrar a coragem desta equipa e de todas as equipas do retalho alimentar e esta foi uma das formas que encontrámos para expressar a nossa gratidão por estarem na linha da frente. Este documentário é, no fundo, uma reflexão pessoal sobre sentimentos como a Coragem, Desafio, Esperança, Força, Perseverança, Resistência, União, Zelo mostrando a pessoa que existe em cada colaborador", conclui.

A história do Rui

Rui Narciso, responsável de logística da Auchan Setúbal, arranca com a série de mini-documentários de dois minutos. "Quando lhe liguei a primeira vez e começámos a conversar, ele disse-me "Estou em missão. Há quase um ano que passei a trabalhar de noite." Isto não é habitual na reposição das lojas, mas a grande afluência que a pandemia provocou ao início, misturada com os receios de todos podermos ficar doentes, levou a que ele e a equipa que gere se refugiassem na noite", conta Tiago Figueiredo.

"Fui, portanto, filmá-lo de madrugada. Gravámos o depoimento e depois ele deixou-me a filmar no hipermercado, vazio e na penumbra. Aquele silêncio e vazio, num espaço que estamos habituados a ver cheio de gente e animado. Lembrei-me do primeiro confinamento, quando andei a fotografar numa Lisboa deserta que nunca tinha visto e julgo que nunca mais verei", recorda.

"É uma sensação incrível, de privilégio raro. Primeiro, pela confiança que ele e toda a gente na Auchan tiveram para me deixar a trabalhar sozinho, e isso toca-me muito porque só avançamos enquanto civilização se confiarmos uns nos outros, se acreditarmos nas boas intenções das ações uns dos outros. Depois, porque tenho dedicado quase todo o meu trabalho a essa cortina que separa o que é público do que é privado, no sentido da visibilidade das coisas. Sempre me fascinaram os bastidores das coisas. O que está para lá da cortina do palco, o que se passa atrás da porta, o que acontece numa cidade à noite, enquanto as pessoas dormem. E não podia ter havido melhor início de rodagem do que estar ali, no meio do supermercado, sozinho e em silêncio", refere.

A história de Rui Narciso é a primeira, mas há também a de Célia Marques (responsável de frente de loja Auchan Almada), Pedro Magalhães (operador de caixa da loja da Maia), Helena Queirós (Gondomar), Joaquim Poejo (segurança Almada) ou Bárbara Miranda (Santo Tirso)... Surgem no mês em que o país assinala um ano em que entrou nesta nova forma de vida: no dia 18 de março de 2020, o país entrou em confinamento geral. Neste momento vive um segundo novo confinamento e aguarda-se um novo plano para a reabertura da economia.

"Para já são 20 (histórias), mas quem sabe... Há muitas histórias e rostos para homenagear e gostaríamos de o fazer um a um", diz Clara Costa, diretora de marca e transformação da Auchan.

O projeto nasceu para ser divulgado apenas internamente, em jeito de homenagem das equipas da Auchan. Mas ganhou dimensão. "Tornou-se de tal maneira inspirador que sentimos que devia ser mostrado a toda a gente, pois muitas pessoas irão identificar-se com estas histórias e, quem sabe, sentir-se reconfortadas. Para já iremos fazê-lo apenas nas nossas plataformas digitais", refere ainda.

As duas dezenas de histórias estão divididas em dois momentos: o confinamento e o pós-confinamento. "Estamos a terminar a primeira temporada e, assim que acontecer, começamos a fase pós-confinamento com outras partilhas de experiências. Os desafios são aqueles enfrentados diariamente por quem está na linha da frente nesta fase, mas a ausência de "sorriso" de quem recebe alguém é, sem dúvida, a maior privação. Neste contexto, poder contar a sua história, ser ouvido, foi quase como uma catarse nesta época que vivemos", diz Clara Costa.

Sobre a coragem

E por serem documentários "sobre e para pessoas" a opção da cadeia de retalho alimentar acabou por recair no realizador Tiago Figueiredo, com quem já tinham trabalho em outros projetos. "Sabíamos que com o Tiago íamos conseguir fazê-lo com muita sensibilidade e cuidado. Só assim é possível mostrar algo tão real e verdadeiro. Trabalhámos e limámos ideias com ele desde o início e acabámos por chegar a um documentário sobre Coragem, composto por 20 pequenos filmes, ligados entre si, onde cada pessoa conta a sua experiência e, acima de tudo, o que sente", diz a responsável da Auchan.

Filmar em tempos de pandemia resulta em novos desafios. "O desafio maior que a pandemia trouxe no meu trabalho não tem a ver com os aspetos técnicos ou conceptuais da criação dos filmes, mas com o desconforto físico e anímico que as máscaras provocam", conta Tiago Figueiredo. "Muito do meu trabalho enquanto realizador e fotógrafo vive das histórias das pessoas, das vidas das pessoas com quem me cruzo, e o medo do vírus, mas sobretudo os protocolos de segurança que fomos adquirindo neste último ano, dificultam a proximidade e a criação de um elo de confiança para que a partilha aconteça", descreve.

"Gostava que nunca nos habituássemos a esta privação de espontaneidade de trato e comunicação que tínhamos antes da pandemia. As máscaras tiram-nos muita da comunicação não-verbal que produzimos e isso limita a empatia, por muito que nos esforcemos para manter a civilização no ponto em que estava. Essa é a dificuldade maior que sinto na produção, uma dificuldade que todas as pessoas têm sentido, mesmo que não tenham consciência disso. É claro que todas as pessoas com quem tenho estado tem sido inexcedíveis na sua generosidade, mas não é a mesma coisa. Nem para elas, nem para mim", conta.

O resultado são pequenos filmes sobre coragem, ligados entre si, que contam como cada um tem vivido "estes tempos estranhos que vivemos".

"Acerca da Coragem porque por mais que todas as medidas de proteção possíveis tenham sido postas ao dispor dos que trabalham na linha da frente, continuamos a falar de uma pandemia e de uma ameaça física invisível. Há o medo real, da doença, das consequências para si e para os seus, e depois há o medo que tem sido alimentado aberturas de telejornais com números crescentes e com conferências de imprensa diárias. E como só se vence o medo com coragem, foi acerca da coragem que decidimos falar", explica o realizador.

"Vejo com alguma ironia esta produção, porque não é habitual uma marca de retalho fazer outra coisa que não seja querer vender produtos ou ideais de felicidade. Por isso, para a Auchan decidir ter uma produção que contasse histórias de pessoas que não são sempre esfuziantes, enérgicas e sorridentes, é preciso coragem. Mas também honestidade e sobriedade. Estamos a falar de uma pandemia, não de uma gripezinha".

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