Banco Português de Fomento. Como nasce "uma marca que fomentasse a inovação e o desenvolvimento do país"

A Loba foi agência responsável pela criação da marca do Banco Fomento Português que nasce esta terça-feira, 3 de novembro.

Foram muitos caminhos, rabiscos afixados nas paredes da agência Loba até se criar a identidade do Banco Português de Fomento (BPF). O resultado foi ontem dado a conhecer aos mais de 100 colaboradores da instituição pública que nasce esta terça-feira, 3 de novembro, com um propósito claro: fomentar a modernização das empresas e o desenvolvimento económico e social do país. A marca do BPF implicou um investimento de 74 mil euros, tendo a marca sido criada pela agência Loba, escolhida em concurso público.

"O briefing que foi passado foi o da criação de uma marca que fomentasse a inovação e o desenvolvimento do país. O Banco Português de Fomento nasce como um banco para as empresas, mas é muito mais do que um banco para empresas, é um banco numa ótica de promoção do empreendedorismo, da internacionalização, da inovação, procurando sempre fomentar a criação de emprego, que tivesse sempre um componente de sustentabilidade. Queremos fazer uma transição para uma economia mais eficiente na utilização dos recursos, hipocarbónica, com capacidade de se adaptar às alterações climáticas", explica Mónia Oliveira, coordenadora do Gabinete de Marketing Corporativo da SPGM e membro da equipa responsável pela criação da marca BPF, ao Dinheiro Vivo.

"Há uma componente social e de estabilidade, de desempenhar um papel de recuperação em contraciclo nestes períodos e crise, que era importante. Depois há um elemento de portugalidade que é fundamental neste posicionamento do país, do ponto de vista da internacionalização, mas também para transmitir esta capacidade de resiliência e de execução que as empresas têm. Muito empresas, mas também esta vertente social, verde, de estabilidade, de desenvolvimento sustentável do país do ponto de vista financeiro e ambiental", reforça.

Em setembro, a Loba recebeu a adjudicação do trabalho de criação da identidade. "Internamente desenvolvemos muita coisa, foram muitos caminhos, muitos rabiscos afixados. Foi muito intensivo, um excelente desafio de equipa. O que considerávamos que conseguia cumprir todos os requisitos fundamentais resultaram nesta proposta. Foi apresentada uma outra para uma primeira apreciação. Esta foi a que reuniu mais consenso", adianta Nídia Ferreira, diretora criativa da Loba.

"O Banco assenta em três pilares, qual é a sua visão e ambição. A dificuldade era como materializar isso de modo a que transmita tudo isso: esta visão do crescimento, da sustentabilidade, da estabilidade que são os três principais vetores do banco", refere Mónia Oliveira.

O desafio era como transmitir esse posicionamento. "Este é um banco que não é um banco, pelo menos um banco comum. Isto eleva este desafio de criar e comunicar uma marca que é diferente no seu propósito. Quando criamos a comunicação de um banco pensado para as empresas, para dar vida aos seus projetos, que não são quaisquer projetos - são projetos inovadores, que assentam nesta ótica do crescimento, da sustentabilidade que levem este desafio de competitividade das empresas -, queremos materializar uma identidade que pudesse concretizar esta confiança, este crescimento sustentado e esta promessa de futuro", diz Nídia Ferreira.

"Como banco público, queremos dar este caráter institucional e que representasse esse dinamismo de crescimento favorável às empresas", reforça. Mas também com foco no tema da portugalidade, visível nas cores (verde e vermelho, remetendo para a bandeira) presente no logótipo, depois de um benchmark feito junto a outras instituições semelhantes em outros mercados.

"Mensagem que queremos imprimir de forma moderna, não queremos que seja muito tradicional. Esta modernidade e disrupção também a queremos trazer a esta identidade. É o que queremos aportar: trazer futuro, trazer esperança, confiança para a nossa identidade. Que fosse o mais ágil e moderna possível na sua comunicação. A nossa promessa é financiamos o futuro é o ponto de partida", diz Nídia Ferreira. De resto, "Financiamos o futuro" é a assinatura da nova marca.

A presença de elementos da bandeira - em termos de cores - também está presente na Caixa Geral de Depósitos, outra instituição pública, não há risco de confusão?

"Não pode ser confundida com uma instituição de crédito. Não é confundível. É uma instituição financeira de apoio à economia nacional, não é uma instituição equivalente à Caixa. A missão é muito diferente: não somos uma instituição de crédito, mas de fomento. É um posicionamento diferente e em termos de soluções também. Não temos só soluções de financiamento", garante Mónia Oliveira, frisando o diferente posicionamento do BFP.

"Elementos de portugalidade encontramos em outras instituições, não só na Banca. Não vamos assumir aqui uma competição com outros bancos, até porque não teremos uma ação tão promocional e comercial como os bancos precisam de manter, mais direcionada para o consumidor final. Vamos ter uma posição mais institucional", reforça a diretora criativa da Loba.

A criação do Banco Português de Fomento estava prevista no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) aprovado pelo Governo no âmbito do combate à crise económica causada pela pandemia covid-19. O BPF tem por objeto todas as atividades que por lei são permitidas às sociedades financeiras, pretendendo fomentar a modernização das empresas e o desenvolvimento económico e social, designadamente "colmatando falhas de mercado ou situações de necessidade de otimização de investimento e promovendo a sustentabilidade e a coesão económica, social e territorial em Portugal".

Esta instituição resulta da fusão da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), da SPGM - entidade coordenadora do Sistema Português de Garantia Mútua e da PME Investimentos, para "apoiar diretamente as empresas sem necessidade de intermediação do sistema bancário", e vai ter um capital social de 255 milhões de euros.

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