Começou o êxodo rural. Os sims fugiram todos para a cidade

O Sims 4, da EA Games, tem um novo pacote de expansão: City Living. Diga adeus aos subúrbios e mude-se para a cidade

Imagine a vida real na cidade, só que melhor. Para início de conversa vamos lembrar que podemos fazer batota e a vida difícil de um recém-chegado à metrópole só é necessária a quem tenha uma costela sádica ou, vá lá, queira fazer a experiência sociológica.

A esses, aconselhamos começar a vida em San Myshuno no pior e mais pequeno apartamento possível. E são tantas as possibilidades. Os apartamentos – sim, são apartamentos, penthouses e armazéns adaptados, esqueça lá as moradias de Newcrest – também têm traços de personalidade. Pode ficar com os que estão predefinidos ou entrar no modo de construção e escolher os que mais lhe interessam.

E quem quer começar a vida da forma mais miserável, tem muito por onde escolher. Um apartamento amaldiçoado, por exemplo. Meia volta, o seu sim vai sentir que alguém tem uma boneca de voodoo com a sua cara. E sentir que alguém está a espetar-lhe agulhas no corpo não augura nada de bom.

Também pode querer dividir o apartamento com gremlins e aí, que maravilha: todos os dias ao acordar os seus eletrodomésticos, canalizações e qualquer aparelho que se liga à corrente vão estar avariados. Boa sorte a arranjá-los. Na manhã seguinte, vai estar tudo espatifado de novo.

Quem diz gremlins, diz fantasmas. Se for viver para um apartamento assombrado vai ter de dividir as quatro paredes com um ser do outro mundo que acha que tem tanto ou mais direito a estar ali do que o seu sim, mesmo que não contribua em nada para o pagamento da renda. Ah… a renda. Experimente não pagar. O seu senhorio não pensará duas vezes antes de lhe cortar toda a energia da casa.

Cada apartamento pode ter até três traços de personalidade por isso, se procura um começo bem miserável, escolha amaldiçoado, assombrado e com gremlins. Outras boas opções são o sujo (onde se está mesmo a ver a facilidade com que tudo fica a cheirar mal), zona de terramotos (com frequência acordará durante a noite com a casa a abanar), energia mesquinha (é preciso dizer mais?) e empestado (a hipótese de passar os dias com náuseas são grandes).

Se escolher bem – que neste caso quer dizer escolher pessimamente - garantimos que o seu Sim em menos de nada vai querer voltar para o campo.

Já é mau o suficiente para si? Mas pode piorar ainda tanto. A escolha dos vizinhos é fundamental. Se ao seu lado tiver um apartamento com o traço de vizinhos animados vai acordar vermelho de raiva todas as noites. Os seus vizinhos não respeitam as horas de descanso e vão acordá-lo com frequência. Escusa de tentar virar-se para o outro lado e adormecer. A única coisa que resulta é bater furiosamente na porta e exigir-lhes que parem com o barulho. Mesmo assim, às vezes ainda lhe dizem que devia arranjar vida social e sair de casa em vez de ser um chato.

 

As experiências gastronómicas

Se almoçar em Lisboa ou no Alentejo não é a mesma coisa, porque é que petiscar em Newcrest ou San Myshuno seria igual?

Esqueça lá os grelhadores que estão espalhados pelos antigos subúrbios dos sims. Na cidade não há nada disso. E compensação, há uma coisa semelhante às roulottes que vendem bifanas nos dias de jogos do Benfica. São bancas espalhadas pelos vários bairros da cidade e onde pode encontrar comida bem simpática e cheia de variedades étnicas. Há sushi, há hambúrgueres e cachorros (e com opção vegetariana), comida italiana e de vários pontos da Ásia.

Com novas comidas, novas dificuldades. Vai demorar algum tempo até que o seu sim aprenda a comer com pauzinhos, deixando de ficar envergonhado quando lhe corre mal, e as papilas gustativas também vão demorar algum tempo até aceitarem comida picante. Mas tudo se consegue e à medida que experimente novos pratos vai também aprendendo a confecioná-los.

E já dissemos que há muitas opções vegetarianas? É que esse é um dos novos traços de caráter dos sims: vegetariano. E, por favor, não o obrigue a violar os seus princípios comendo carne. Ele vai ficar triste e deprimido durante longas horas.

 

Tantas ruas para explorar, tantos sítios para ir

Já falamos dos grelhadores. Não existem. E flores e frutos para colher? Também não. Pessoal, estamos na cidade não há frutos do bosque em qualquer esquina ou macieiras a brotar do chão de cimento concreto.

O que há é alguns eventos. Há festivais dedicados ao romance, uma espécie de Comic Con lá do sítio, tudo a acontecer num dos quatro bairros da cidade: Arts Quartet, Spice Market, Fashion District e Uptown.

Em alguns destes eventos – como quando acontece a Feira da Ladra ou a Competição de Comida Picante – tem a hipótese de colher algumas frutas e flores que aparecem em vasos. De resto, se quer continuar a fazer coleções as novidades são posters de rua e globos de neve. Há um novo peixe para ser apanhado nas águas citadinas, numa doca mesmo por trás de um armazém abandonado.

Fora os eventos que acontecem de forma aleatória, tem em cada um dos bairros sítios para visitar: uma galeria de arte, um ginásio, um bar no topo de um arranha-céus (ideal para apaixonados) e até bares de karaoke – e isto leva-nos a uma nova capacidade que pode ser desenvolvida pelo seu boneco: cantar. E se for mesmo bom nisso, pode tocar e cantar ao mesmo tempo e até tornar-se um animador de rua.

Novas profissões: líder do novo mundo ou rainha do clickbait?

Há três novas carreiras para explorar: político, crítico e profissional de Redes Sociais. Uma das vantagens destas carreiras urbanas é que pode trabalhar a partir de casa. No final do dia, o seu pagamento vai depender de ter ou não cumprido a lista de afazeres que o patrão lhe passou.

A carreira de político começa sempre por escolher uma causa e ao longo da sua evolução terá de escolher se quer ser político ou angariador de fundos. Pelo caminho, ai ter de participar em protestos, conquistar pessoas para a sua causa, ganhar votos, pagar subornos ou fazer discursos inspiradores.

Se optar por ser crítico, também chegará a uma bifurcação: crítico gastronómico ou musical. Aqui as missões passam por experimentar diferentes refeições, ouvir alguns artistas e opinar sobre obras de arte.

Redes sociais, essa profissão do século XXI. Basicamente, é o que fazemos no dia-a-dia. Atualizar estados, publicar fotos, publicitar produtos, tirar selfies em eventos especiais, fazer podcast, escrever clickbait, inventar mêmes.

 

E agora, tudo o resto em poucos parágrafos

Resumindo: os apartamentos têm traços de personalidade, há novos bairros, novas coleções, novas carreiras, novas qualidades e novas comidas. Em termos de caráter também há novidades: vegetariano e unflirty (que numa tradução livre seria um não-namoradeiro).

Há novas roupas, novos cabelos e novos objetos: máquinas de karaoke para cantar em casa, televisões de ecrã curvo, tabelas de basquetebol para praticar afundanços e um teclado à maneira para tocar e cantar.

Os apartamentos podem ser todos destruídos por dentro, mas tudo o que faça parte da construção inicial do edifício é indestrutível.

 

Lembra-se como é que começava este texto? Imagine a vida real na cidade, só que melhor. Para início de conversa vamos lembrar que podemos fazer batota e a vida difícil de um recém-chegado à metrópole só é necessária a quem tenha uma costela sádica ou, vá lá, queira fazer a experiência sociológica.

E é carregar em Ctrl+shift+C e escrever motherlode até se tornar multimilionário. Pode escolher a penthouse mais cara da cidade (aponte para um milhão de simoleons), construir e destruir tudo à sua maneira e encher a casa com televisões topo de gama, videojogos, telas de graffiti e tudo o que a sua carteira poder pagar. Não se esqueça de escolher as melhores características para o apartamento, por exemplo, convívio (toda a gente se dá bem), aura romântica (o amor estará sempre no ar) e aspeto solarengo (vai andar mais feliz, inspirado e energizado).

Um último conselho: nunca, mas nunca, mas nunca ofereça a chave de sua casa a um vizinho. Os seus dias de sossego vão acabar e nunca mais terá a sua casa para si só. E ai não há cheat que dê a volta a isso.

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