Comic Con. Durante quatro dias pode ser a personagem que quiser

Cem mil visitantes são esperados no Passeio Marítimo de Algés. Comic Con mudou-se para Lisboa na 5ª edição

Os tacos de beisebol e as catanas ficam à porta do recinto do Comic Con, no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa. "Só os lasers de luz, mas os verdadeiros, é que podem entrar", diz humorado Paulo Rocha Cardoso, diretor-geral da Comic Con Portugal, evento que arranca esta quinta-feira, pela primeira vez em Lisboa.

Os cerca de 100 mil visitantes esperados nos quatro dias da Comic Con, que se prolonga até domingo, não poderão entrar no recinto com os adereços das suas personagens favoritas considerados potencialmente mais perigosos, mas no recinto a organização tem um espaço especialmente dedicado ao Cosplay onde os fãs de personagens de banda desenhada, séries ou filmes se podem vestir e maquilhar a rigor.

Uma novidade na Comic Con que, na quinta edição se mudou para o Passeio Marítimo de Algés, em vez de o habitual espaço na Exponor, em Matosinhos. Ganharam 40 mil metros quadrados, elevando para 100 mil a área que acolhe 10 áreas temáticas. "Mudou tudo", garante Paulo Rocha Cardoso. "Pensamos no evento de raiz, é como se estivéssemos a falar de um novo evento, com a essência do que já existia. Tentamos representar cada uma das áreas no melhor formato possível, temos o mundo do cinema, da televisão, da literatura, da banda desenhada, do Cosplay", descreve o diretor-geral da Comic Con Portugal.

É um local onde fãs do universo da cultura Pop e a indústria se encontram. A NOS é um dos parceiros de sempre da Comic Con, mas na quinta edição surge como patrocinador principal. Um "salto quântico", garante Susanna Barbato, administradora NOS Lusomundo Audiovisuais.

Bandas sonoras tocadas ao vivo à Cave do Markl

"É um território muito natural para nós. Em termos de negócio somos líderes em entretenimento, em televisão e cinema e, naturalmente, na exibição. É uma montra para nós mostrarmos o que fazemos em televisão e na cultura Pop", justifica Susanna Barbato. "Temos imensas ativações aqui no território, com todas as propriedades que representamos ao nível de estúdio, desde a Disney, à Warner, à Universal e à MGM e, nesse sentido, este ano demos um salto quântico em relação às ativações que temos cá que enriquecem a proposta de valor da Comic Com", assegura.

Pelo recinto multiplicam-se as ativações da NOS promovendo os diversos títulos que a companhia tem previsto lançar este ano no mercado nacional. Experiências não faltam. Os fãs do terror podem entrar num caixão e ver quanto tento aguentam a experiência proporcionada pelo filme The Nun (que pode ser visto no caixão do qual saem tocando uma sineta), podem experimentar um hotdog com molho picante, tão quente quanto o universo de Hellboy, mergulhar no caldeirão de Astérix, mas também conhecer melhor o universo de Mary Poppins, de O Quebra-Nozes ou de Aquaman.

Há também um ringue de box onde os fãs de Creed podem testar a sua força de KO, um sofá gigante para assistir aos filmes e séries dos TV Cine (canais premium da operadora), ou ouvir tocar ao vivo por 59 músicos temas de 14 filmes como Star Wars, Homem Aranha, Indiana Jones ou o Senhor dos Anéis. Um conjunto que ativações que vai "transformar a experiência do consumidor muito mais imersiva, envolvente e, claro, instagramável", argumenta Susanna Barbato.

"Trazemos também pela primeira o maior nerd da cultura Pop do país que temos um especial carinho, em relação à maneira, que ele trabalha com os nossos títulos de cinema e de cultura pop, o Nuno Markl", diz a administradora a NOS Lusomundo Audiovisuais. "Iremos replicar a Cave do Nuno Markl no recinto onde ele vai viver dentro dos dias da Comic Con dentro da sua cave, com imensos convidados interessantes."

O Mistério da Casa do Relógio vai ter uma ante-estreia esta quinta-feira na Comic Con (estreia prevista em Portugal a 20 de setembro), mas este não é o único momento de cinema que a empresa está preparar."Pela primeira vez temos uma programação extra nessa proposta de valor: o Cine Nos dentro da Comic Con, onde vamos exibir filmes icónicos da cultura pop, como Ready Player One, Mulher Maravilha, Batman (O Cavaleiro das Trevas). Temos uma programação muito adequada ao público que pretende ser uma programação interessante para quando acaba a programação da Comic Con", considera a responsável da NOS. A partir das 19h30, o acesso ao espaço do Cine NOS terá um custo de 12 euros e de 10 euros para quem tem bilhete da Comic Con.

A FOX marca presença com ativações com The Walking Dead. O canal levou para o Comic Con cabeçudos produzidos em Torres Vedras com Walkers da série que fala de um momento pós-apocalíptico e cuja 9ª temporada regressa aos ecrãs nacionais a 8 de outubro, um dia após a estreia oficial dos EUA. Os cinco cabeçudos zombies irão circular pelo recinto, mas para os fãs o canal está a dar a possibilidade de passear com o seu Walker favorito. Basta marcar no stand da Fox um encontro para ter um Date the Walker.

Já o canal AMC apostou numa batalha de almofadas - onde os fãs lutam pelas suas séries preferidas. Os fãs de Guerra dos Tronos também não foram esquecidos pelo canal SyFy, podendo subir ao cimo do lombo de um dragão mesmo antes da chegada do inverno.

E não faltam convidados. Dan Floger (6 e 7 de setembro), Nicholas Hoult (7 e 8 setembro), Dolph Lundgreen (8 e 9 de setembro) o autor da Turma da Mónica Maurício de Sousa (7 a 9 de setembro) ou de X-Men Chris Claremont (6 a 9 de setembro) são apenas alguns dos nomes estando previstas sessões de autógrafos com os fãs. Se serão ou não cobradas vai depender do artista, avisa a organização.

Os fãs de banda desenhada também têm acesso a convidados trazidos pela editora Kingpin Books, a marca alemã de material de desenho Faber Castell patrocina o espaço Artist's Alley.

Gerar negócio e networking

Playstation - que vai lançar o jogo Marvel's Spider Man - e a Lego - que vai permitir aos visitantes construir o Castelo de Hogwarts da saga Harry Potter - são duas das marcas que assinalam presença na área de gaming.

Mas a organização também tem um espaço reservado à indústria de jogos nacional. "Verificamos que há mais de 200 jogos são fabricados no panorama nacional, muitos destes jogos não têm oportunidade de ser explorados ou comunicados para o grande público. Para nós é importante diversificar e comunicar aquilo que melhor se faz no nosso universo e, para isso, criamos uma área de game developers, onde qualquer pessoa pode estar a demonstrar aquilo que criou e quem sabe alguém da indústria possa apostar naquela título e o possamos ver no futuro em alguma das grandes plataformas", adianta Paulo Rocha Cardoso.

Uma Comic Con também a pensar na indústria, com painéis de debates sobre os sectores de cinema, televisão, jogos (com competições ao vivo) e com uma área dedicada para networking.

"A indústria da cultura Pop é uma indústria multimilionária. Quando falamos de um título de cinema, de banda desenhada, quando falamos de um Super Homem, de um Homem Aranha estamos a falar de licenciamento, produtos com essas marcas que têm de ser explorados, de vestuário, de todo um universo que é gerado por trás destas insígnias, destas personagens", refere Paulo Rocha Cardoso.

"O que será colocado na área business será um pouco de networking sobre toda esta indústria onde poderão ser diversificadas novas ideias, novos negócios, onde as pessoas podem estar a conversar nas mais diferentes áreas, e quem sabe mais ideias do que poderá ser feito no período no universo da cultura pop em Portugal".

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