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Como Portugal ajuda a vender a Nossa lá fora

Duarte Durão, Nuno Presa Cardoso e Vasco Teixeira-Pinto
Duarte Durão, Nuno Presa Cardoso e Vasco Teixeira-Pinto

Boa imagem que o país está a construir está a ajudar a Nossa a ganhar projetos no mercado externo. A agência tem um novo sócio: Vasco Teixeira-Pinto.

No jardim da vivenda em Algés, onde está a sede da agência de publicidade Nossa, há um cantinho dedicado ao santo padroeiro dos novos negócios. Terá sido aí que foi desenhada muita da estratégia de ataque ao mercado da agência do Minipreço, da Carlsberg ou do marketplace Dott.pt. E quem sabe não terá dado a sua bênção aos novos mares que a agência lançada em 2008, logo após a queda do banco de investimento Lehman Brothers, se quer lançar: o mercado externo. Com uma faturação de 3,8 milhões de euros no ano passado (+20%), é uma de duas agências independentes no top 20 nacional.

Há que surfar a onda em torno da boa imagem de Portugal. “Há um ano, começámos a apostar em vender serviços criativos para fora. Na publicidade é difícil, depende muito da cultura de cada país, mas no design e no desenvolvimento digital fizemos alguns projetos, para a Suíça e a Dinamarca, que nos permitem acreditar que esta mudança de imagem que existe sobre Portugal também nos vai ajudar a vender serviços criativos”, diz Duarte Durão, um dos três sócios da Nossa, juntamente com Nuno Presa Cardoso e, mais recentemente, Vasco Teixeira-Pinto.

Leia ainda: Tem algum compromisso para os próximos 450 anos? Veja este livestream

Até agora, os projetos desenvolvidos para mercados como Suíça, Holanda ou Dinamarca têm surgido de “forma orgânica”, mas a agência está a desenvolver “ferramentas comerciais para podermos estar mais ativos nesses mercados, com toda a comunicação em inglês e com uma aposta em comunicação comercial de promoção digital da marca. Numa lógica se startup: experimentar e ver resposta”, diz Duarte Durão. Em cinco anos, o mercado externo poderá vir a representar 30% da faturação da Nossa.

Uma prestação de serviços possível num mundo ligado em rede e por uma agência em que o digital tem ganho um peso crescente. Dos 53 criativos que trabalham na Nossa, 20 estão focados no digital. “O digital representa um terço das receitas da Nossa”, adianta o sócio Nuno Presa Cardoso. “Isso representa o crescimento e o que são as necessidades que os nossos clientes nos passam no dia-a-dia. Tentamos incutir esta visão integrada do digital”, diz Vasco Teixeira-Pinto, o agora digital partner da Nossa.

A sua entrada na sociedade vem “responder a um crescimento da Nossa no que é a atuação em contexto digital”, admite Duarte Durão, que já garantiu à agência, por duas vezes, o prémio de Agência Criativa Digital do Ano nos prémios Sapo, bem como no festival de publicidade ibero-americano El Ojo para melhor agência criativa em Portugal em 2018. E com reconhecimento nos media internacionais: em maio, a revista norte-americana Fast Company destacou o streaming mais longo de sempre – 450 anos para assistir à decomposição de uma garrafa de plástico – para a World Wildlife Fund (WWF).

Surgiram em plena crise económica, com o talento a sair e as marcas a encurtar orçamentos. O atual entusiasmo em torno do país está a beneficiar a criatividade. “Estamos a arriscar mais, agora o retorno económico… Na Nossa não nos podemos queixar, as nossas taxas de crescimento são boas, nunca tivemos ano de recessão”, diz Nuno Presa Cardoso. No ano passado fecharam a crescer 20%. Neste ano antecipam uma subida de 10%, devido a alguns “riscos”. Será a situação vivida no DIA (dono do Minipreço) um desses riscos? “Não prevemos que os riscos do DIA venham a ter impacto em Portugal ou na Nossa.”

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