Depois da campanha, Portugal.The Man podem produzir próximo disco em Portugal

Ao Dinheiro Vivo, Ana Mendes Godinho fala das expectativas para esta nova fase de comunicação do Turismo de Portugal.

Depois de fornecer a banda sonora da nova campanha de promoção turística de Portugal no mercado externo, os Portugal.The Man poderão vir a produzir o seu próximo trabalho de originais em Portugal. “Estou a trabalhar para isso. Só ainda não voltaram cá porque estão a acabar a tour. Mas ele (o vocalista, John Gourley) já me prometeu que virá cá muito brevemente para ver oportunidades, nomeadamente para fazerem aqui algum trabalho de produção do seu novo CD”, revela Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, em entrevista ao Dinheiro Vivo, à margem da Web Summit.

O Sunset Summit da cimeira tecnológica foi o palco escolhido para o Turismo de Portugal revelar a nova campanha de promoção do destino de Portugal em 21 mercados internacionais. Com criatividade da Partners, a campanha Portugal.The Summer parte de 5 covers do tema Live in the Moment, de Portugal.The Man.

 

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Ao Dinheiro Vivo, Ana Mendes Godinho fala das expectativas para esta nova fase de comunicação, depois de Can't Skip Portugal, num momento em que Portugal está nas bocas do mundo enquanto destino turístico. “Em 2017 aparecemos em 33 mil referências internacionais. Este ano estamos com um crescimento de 70% face ao ano passado”, revela a Secretária de Estado do Turismo.

Na Web Summit lançaram a nova campanha Portugal. The Summer. O que esperam em termos de resultados?

Iniciamos esta abordagem em 2016 com Can't Skip Portugal, uma campanha que quis abrir o conceito, mostrando Portugal como um país em que a pessoa se redescobre, se encontra e não o típico destino turístico de sol, onde só se vêem praias. Foi um sucesso, aliás, recebeu, pela primeira vez, o prémio da melhor campanha internacional pela World Travel Awards. Esta campanha serve para trabalharmos ao nível digital a nossa presença com os vários meio digitais, mas também com os operadores turísticos, para serem eles a disseminar nos vários mercados este novo posicionamento de Portugal como destino irresistível, viciante. Este ano optámos por fazer uma decomposição deste conceito de posicionamento utilizando uma banda, Portugal.The Man, um grupo norte-americano.

 

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Um dos mercados de aposta do turismo.

Temos apostado muito fortemente nos EUA como mercado de diversificação. Nos últimos dois anos, duplicamos o número de turistas americanos para Portugal e as receitas, o que mostra bem os resultados quando aliamos capacidade aérea com novos voos, a campanhas intensivas de promoção. E não só promoção digital. Esta tem sido fundamental, mas fazemos isto combinado com campanhas offline, para termos momentos de ativação, como foi o caso da onda da Nazaré em Nova Iorque, ou momentos com operadores turísticos ou workshops, em que levamos empresas portuguesas para fazerem negócio com empresas americanas.

Voltando a Portugal.The Summer, nada melhor que aproveitar um grupo tão em voga - ganhou este ano um Grammy - que veio a Portugal (ao festival NOS Alive), em julho. Lançámos uma call internacional para covers de Portugal.The Man. e o resultado é extraordinário. Temos videoclips dedicados a Portugal nas várias dimensões. O feedback que tenho tido de estrangeiros é que nunca viram uma campanha com esta profundidade, impactando de uma forma tão diferente as pessoas. Estamos a fazer isto com o poder da música, muito alinhado com a nossa estratégia dos festivais, pois tudo isto está interligado com esta vontade de associar a música a Portugal.

As bandas selecionadas para a campanha vão tocar num festival em Portugal.

Exatamente. Podem ser vários festivais. No meio disto tudo ficamos amigos dos Portugal. The Man, neste momento até os estou a aliciar para passarem a ter uma âncora em Portugal onde possam produzir a sua própria música. Quando partilhei com eles os vídeos produzidos, recebi logo do vocalista (John Gourley) uma mensagem a dizer que isto era uma coisa única, que ele nunca tinha visto e que estava completamente rendido emocionalmente à campanha. Isto tem um poder como pode imaginar.

A banda passa a ter não só Portugal no nome, como uma pequena casa, então.

Espero que sim. Estou a trabalhar para isso. Só ainda não voltaram cá porque estão a acabar a tour. Mas ele (o vocalista, John Gourley) já me prometeu que virá cá muito brevemente para ver oportunidades, nomeadamente para fazerem aqui algum trabalho de produção do seu novo CD.

Esse entusiasmo que está a sentir também vai se traduzir em negócio?

Sentimos, cada vez mais, que as pessoas precisam de ser surpreendidas, que são este tipo de ações completamente diferentes que põe toda a gente a falar em Portugal. Estive no Bahrein, no conselho executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), em que Portugal foi convidado a partilhar o seu case study. Todos os países querem perceber o que estamos a fazer, porque, dizem eles, não conseguem ir a sítio nenhum que não se fale de Portugal. Desde as várias redes sociais, os jornais, os fóruns internacionais, encontros internacionais em que Portugal está, é visto como uma referência. Somos um case study.

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O sucesso dá muito trabalho. Neste momento fazemos questão de estar em quase tudo o que são ações internacionais sobre a inovação no turismo, estratégia, sustentabilidade, também uma forma de comunicarmos. Alguns indicadores rápidos: em 2015 Portugal tinha aparecido em cerca de 15 mil referências internacionais em termos de destino turístico. Em 2017 aparecemos em 33 mil referências internacionais. Este ano estamos com um crescimento face a 2017 de 70%.

Há cerca de 2,5 anos, se perguntasse nos EUA se já tinha ido a Portugal ou se queria ir, as pessoas diziam: 'sim, Portugal aquela região pois, não é bem Espanha'. Hoje Portugal está na bucket list de qualquer americano. Durante a ativação da onda da Nazaré em Nova Iorque, não havia ninguém que não dissesse que esteve, vai estar ou quer ir a Portugal. Temos trabalhado muito a nível de alguns nichos que dão notoriedade, com um grande trabalho de redes sociais, de promoção digital, que tem sido muito eficaz, e trabalhando com as companhias aéreas.

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Esse impacto no mercado americano também não tem muito a ver com o programa Stop Over da TAP.

Claramente. No fundo, estamos a ganhar escala trabalhando em conjunto, e tem tido uma projeção fantástica. Mas também temos trabalhado muito ao nível de captação de filmes internacionais para Portugal e isto dá muita notoriedade.

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