Dona da Dove elimina a palavra "normal" de produtos e comunicação. Quer uma beleza positiva

Companhia quer promover uma Beleza Positiva para os consumidores e para o planeta. Compromete-se a "não alterar digitalmente o formato, dimensão, proporção do corpo ou cor da pele nas suas campanhas " e a "aumentar o número de anúncios retratando pessoas de diversos grupos menos representados."

Não é de agora que a Unilever tem vindo a questionar o que é ser belo. Há anos que as campanhas da Dove desmistificam os padrões de beleza criados pela indústria e que, muitos acreditam, fazem com que muitas pessoas se sintam excluídas. Agora dá um novo passo: vai eliminar a palavra "normal" dos produtos e campanhas da empresa, para promover uma "beleza positiva".

"Com mil milhões de pessoas a usar os nossos produtos de beleza e cuidados pessoais todos os dias, e muitos mais a verem as nossas campanhas publicitárias, as nossas marcas têm o poder para fazer uma diferença real na vida das pessoas. Assim, estamos a assumir o compromisso de combater normas e estereótipos prejudiciais e a moldar uma definição de beleza mais ampla e abrangente. Sabemos que remover a palavra "normal" dos nossos produtos e embalagens não irá, por si só, resolver o problema, mas é um importante passo nesse sentido", diz Sunny Jain, presidente de beauty & personal care da Unilever, citado em nota de imprensa.

"Esta é apenas uma das várias ações que estamos a realizar como parte da nossa visão de "Beleza Positiva", que tem como objetivo não só causar menos danos, mas trazer mais benefícios para as pessoas e para o planeta. Com cada vez mais consumidores a recompensarem as marcas que atuam nas questões sociais e ambientais, acreditamos que a "Beleza Positiva" irá tornar o nosso negócio mais forte e bem-sucedido", diz ainda.

Remover a palavra "normal" é um dos passos que a companhia está a dar no sentido de desafiar os ideais de beleza restritos, depois de uma pesquisa mundial - a pedido da Unilever junto a 10 mil consumidores em nove países - ter concluído que uso da palavra "normal" para descrever o cabelo ou a pele faz com que a maioria se sinta excluída.

O estudo faz o retrato: 56% pensa que a indústria da beleza e cuidados pessoais pode fazer com que as pessoas se sintam excluídas; 74% quer uma indústria de beleza e cuidados pessoais mais focada em fazer as pessoas sentirem-se melhor do que terem apenas uma melhor aparência; 52% presta mais atenção à postura da empresa sobre questões sociais antes de comprarem os produtos e "7 em cada 10 pessoas concorda que usar a palavra "normal" nas embalagens dos produtos e nas campanhas publicitárias tem um impacto negativo. Para os jovens - com idades entre os 18 e 35 anos - este número aumenta para 8 em cada 10".

Com a plataforma Beleza Positiva, a Unilever estabelece vários compromissos e ações para as marcas de beleza e cuidados pessoais, incluindo Dove, Rexona, Axe e TRESemmé, que irão "posicionar-se para defender uma nova era de beleza equitativa, inclusiva e, ainda, sustentável para o planeta", que passará pela forma como os "produtos são pensados e formulados, para que sejam melhores tanto para as pessoas como para o planeta".

A multinacional compromete-se ainda a "não alterar digitalmente o formato, dimensão, proporção do corpo ou cor da pele nas suas campanhas publicitárias" e "aumentar o número de anúncios retratando pessoas de diversos grupos menos representados."

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