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Dono da Dove reduziu 30% os custos com agências criativas

Unilever comercializa em Portugal marcas como Dove, Lipton e Axe. Fotografia: .  EPA/LEX VAN LIESHOUT
Unilever comercializa em Portugal marcas como Dove, Lipton e Axe. Fotografia: . EPA/LEX VAN LIESHOUT

Unilever tem vindo a internalizar serviços criativos com a criação dos U-Studios, em 2016

A Unilever, o dono da Dove e o segundo maior anunciante a nível mundial, reduziu 30% os custos com agências criativas depois de ter internalizado a produção.

“Os nossos 17 U-Studios em 12 países estão a criar conteúdos para as equipas de marca mais depressa e cerca de 30% mais barato do que as agências externas”, anunciou o grupo no relatório e contas de 2017.

O grupo arrancou em 2016 com a sua unidade interna, a U-Studios, justificando na época que o objetivo era encontrar novas formas para se ligar aos consumidores no digital e, em simultâneo, combater o aumento do uso de software que bloqueia os anúncios. Mas agora a Unilever revela que está a obter poupanças ao internalizar serviços criativos.

Mais um gigante que está a cortar nos seus investimentos em publicidade. Em julho do ano passado, a Procter & Gamble revelou que tinha cortado entre 100 a 140 milhões de dólares em publicidade digital devido a preocupações com a segurança das marcas e tinha também reduzido o seu investimento em agências e produção. Quanto não revelou. E em fevereiro já anunciou planos para cortar 400 milhões em agências e produção até junho de 2021, depois de ter efetuado cortes na ordem dos 750 milhões de dólares nos últimos três anos fiscais, anunciou o Chairman e CEO David Taylor.

Leia ainda: Dono da Dove ameaça retirar publicidade do Facebook e Google

Grandes marcas internalizarem serviços criativos é uma tendência que tem vindo a adensar-se. Só nos Estados Unidos, de acordo com um estudo da consultora R3, as contas das agências reduziu 38% o ano passado face a 2016 consequência dos estúdios internos das marcas estarem a absorver mais trabalho, noticiou a Add Week.

O ano passado a Unilever já tinha anunciado um plano para reduzir para metade o número das agências criativas com as quais trabalha, bem como 40% das consultoras.

E a multinacional já deu sinais que está a olhar atentamente para os seus investimentos no digital, em particular nas redes sociais. “Sendo um negócio de marcas, a Unilever necessita que os consumidores confiem nas nossas marcas. Não podemos fazer nada que prejudique essa confiança – incluindo a escolha de canais e plataformas que usamos. Por isso, 2018 será o ano que as redes sociais terão de reconquistar essa confiança”, disse Keith Weed, chief marketing officer da multinacional.

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