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Ele está de volta. João Espírito Santo regressa a Portugal e entra na Allby

Helena Rodrigues e João Espírito Santo

Fotografia: D.R.
Helena Rodrigues e João Espírito Santo Fotografia: D.R.

João Espírito Santo está de regresso ao mercado português e conta tudo sobre o novo projeto que está a abraçar: a Allby

Em 2014 abraçou a aldeia global e juntou-se ao contingente de Criativos no Mundo. Publicitários portugueses que rumaram ao exterior para encontrar uma nova casa criativa. A de João Espírito Santo foi a Ogilvy Africa onde era regional creative officer com responsabilidade sobre 26 mercados africanos. Ganhou Leões no Cannes Lions, com a campanha Sudan,The Most Eligible Bachelor, para o Ol Pejeta Conservancy no Quénia.

Agora o criativo está de regresso ao mercado português. É o novo Chief Creative Officer e Innovation Officer da Allby, juntando-se a Helena Rodrigues na liderança da agência.Volkswagen, Secil, Springkode, TAP, ISQ, Futuro – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões (Grupo Montepio), Instituto Superior Técnico de Lisboa, The Navigator Company e Sociedade Portuguesa de Hipertensão são alguns dos clientes da agência.

Vai liderar criativamente uma equipa de 23 pessoas, mas a ‘nova’ Allby (a identidade visual foi renovada, bem como o site) quer crescer (e quem visitar o site percebe isso). “Nos próximos dois anos, queremos posicionar a agência no top of mind e duplicar a nossa faturação”, adiantou Helena Rodrigues, ao Dinheiro Vivo. E João Espírito Santo reforça essa ideia. Querem, diz, “estar na primeira liga. E atrair quem quer fazer o melhor trabalho”.

E tem reforçado a equipa com uma digital strategist, dois developers, um copywriter. “E estamos no processo de reforçar a área de serviço ao cliente”, adianta João Espírito Santo.

Depois de alguns anos a trabalhar numa agência no exterior, na Ogilvy Africa, regressa ao mercado nacional. O que motivou a decisão?

João Espírito Santo (JES): A minha continuação de carreira internacional seria ainda mais longe de casa e Portugal é onde quero estar agora. Vinha com a intenção de regressar a casa e começar um projeto meu, mais digital, mais tecnológico. No caminho tive a sorte de encontrar a Helena (Rodrigues) que é a parceira certa para consolidar o projeto. Não vou começar assim uma empresa do zero mas renovar uma estrutura existente, com um caminho já traçado na comunicação e arquitetura. É um desafio grande de transformação que me agradou bastante. A ideia é ajudar a Allby a crescer, lançando uma operação de Creative Marketing, ou se quiser, uma agência, mas bastante mais adaptada ao que os clientes nos pedem hoje.

Entra na Allby numa posição mais ligada à criatividade ou isso passa inclusive por uma entrada no capital na agência?

JES: Venho como Chief Creative Officer, mas desempenharei também o papel de Innovation Officer, muito ligado às novas contratações e ao desenho de novos métodos de trabalho.

Helena Rodrigues (HR): No processo de crescimento orgânico da Allby chegou a altura em que precisávamos de um guru com experiência comprovada em agências de topo que trabalham com as marcas líderes. O João é a pessoa ideal até porque partilha dos mesmos valores e propósitos da Allby. Por isso, faz parte dos planos a entrada no capital da empresa.

O que traz desta experiência no mercado externo que sente que é uma mais-valia para a Allby?

JES: Um modo completamente diferente de olhar para a comunicação. Durante 4 anos coordenei equipas da Ogilvy & Mather e Ogilvy One para muitos mercados diferentes, em muitas línguas, respondendo e adaptando as ideias a necessidades diferentes. Isto deu-me uma grande experiência em liderar equipas 100% integradas e multidisciplinares, muito mais digitais, muito mais social, muito mais tecnológicas. O mobile first, em muitos mercados, é mobile only e é o consumidor e a velocidade a que tudo se altera, que determinam como trabalhamos e criamos as novas experiências de cliente: desde o tipo de capacidades exigidas a um criativo, ao modo como contratamos, ao lado analítico da estratégia.

E claro, reforcei a experiência em trabalhar a comunicação de marcas para mercados internacionais, nomeadamente africanos, importantíssimos para o crescimento das marcas portuguesas.

HR: A Allby até agora tem atuado nas indústrias criativas nos mercados internacionais através da arquitetura e a partir daí tem desenvolvido as áreas de consultoria e comunicação, sendo que cerca de 60% da nossa faturação é internacional em mercados como Timor ou o Gana. A experiência internacional do João, nomeadamente em África, vem dar consistência à estratégia de crescimento da Allby.

Dada passagem pelo exterior, ajudar marcas nacionais nesse processo de internacionalização está nos objetivos, então?

JES: Ajudar a crescer é a nossa base. E por vezes, só saindo fora de portas é que muitas marcas podem continuar a crescer. Quando agora eu olho para trás é que vejo o que aprendi. A capacidade de engagement com as audiências só é possível com equipas com experiência real nos mercados, trabalhando lado a lado, ouvindo e colaborando. Não é habitual um criativo português trabalhar em tantos mercados diferentes, mas a minha carreira permitiu-me juntar essa mais-valia ao currículo.

HR: Precisávamos de alguém de referência, com experiência multinacional para alavancar a nossa estratégia de crescimento e alargar a nossa oferta. Daí decorre estarmos mais preparados para apoiar os nossos clientes na sua internacionalização ou receber marcas que queiram estar em Portugal. A Allby tem tido vários projectos internacionais, tanto na arquitetura como na comunicação. Exemplo disso, são o lançamento do primeiro Cartão Visa em Timor para o BNU da Caixa Geral de Depósitos ou campanhas para a Embaixada da União Europeia para a Paridade de Género.

Da nossa estratégia fazem parte o Sudoeste Asiático, onde temos um escritório em Timor atuando daqui para a Indonésia também, África Ocidental e estamos a começar a trabalhar com a América Latina.

Este reforço surge num momento de reorganização da agência. O que vai ser a “nova’ Allby?

HR: Tivemos um crescimento orgânico nos últimos 3 anos, que se refletiu entre outros nos recursos humanos, passando de 3 para 23 pessoas. Sinto que esta é uma fase em que precisamos de nos profissionalizar e de criar uma estrutura corporativa ainda mais capaz de nos levar a uma segunda fase de crescimento, com um posicionamento claro e ambicioso no mercado. A contratação do João, bem como de outros profissionais com expertise comprovado, vem cimentar essa mudança.

E o que sentem que vai oferecer de diferente num sector onde já proliferam agências?

HR: O nosso posicionamento é claro. Dados, estratégia, criatividade, tecnologia. Esta promessa só é possível com a nova Allby, como disse, e com uma equipa verdadeiramente integrada. Temos lado a lado criativos de topo, engenheiros, developers e arquitetos. Contratámos o João para dirigir a agência, dando-lhe uma forte injeção de ambição criativa, juntámos à força criativa e tecnológica o coletivo Error 43, fortes em VR e AR bem como a software house Wezard.

JES: O que nos poderá distinguir é o que sempre tentei que me distinguisse. Trabalhar muito e contratar os melhores para trabalhar comigo.

Somando a isso, temos uma fluidez de processos que agrada muito aos clientes, sem separação entre a consultoria estratégica, a criatividade e a tecnologia, com as soluções todas na mesma equipa e no mesmo espaço.

Nova fase passa também pelo reforço de equipa. Que talentos foram buscar? E que perfis ainda estão eventualmente à procura?

JES: A equipa não é grande mas preenche as necessidades do marketing moderno, e só estamos a recrutar profissionais que conseguem criar e produzir experiências de cliente únicas para as marcas com que trabalhamos e iremos trabalhar. As novas caras vêm de empresas de referência como O Escritório e a Farfetch, por exemplo.

HR: O João, tal como eu, aposta muito no crescimento e formação de talento e esta é a base do nosso recrutamento.

Quais os objetivos ao nível de angariação de clientes? Há sectores que estejam a focar a vossa atenção?

HR: Há sectores de mercado onde já estamos, queremos alargar o e-commerce e chegar à Distribuição, às Telecomunicações e, claro, ao Grande Consumo.

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