"Em três anos, pretendemos triplicar o investimento" da DreamMedia

Ricardo Bastos, CEO da DreamMedia, fala sobre o negócio da empresa e a nova aposta no digital.

O investimento conhecido no mês passado é apenas o lançamento de uma nova área da DreamMedia. Porque decidiram avançar para este formato?
Atualmente apenas existem em Portugal operações digitais em indoor, áreas de serviço e transportes, sendo esta a primeira e única rede nacional digital de rua. Com este formato pretendemos recuperar o país face ao forte atraso existente em relação às médias internacionais, considerando que grande parte da Europa está bem desenvolvida neste aspeto. Estamos a preparar e a adaptar as cidades aos atuais consumidores, que são sobretudo digitais.
Queremos garantir a oferta de uma solução que permita a presença das marcas em suportes digitais na rua, com todas as vantagens e dinâmicas associadas. Num momento em que os consumidores ativos são cada vez mais digitais, urge a necessidade de criar uma ligação direta com o OOH, através do digital. O conceito é simples: cidades digitais para cidadãos digitais.
A verdade é que o mobiliário urbano em Portugal está parado há 40 anos, sem tecnologias, com as ofertas a serem muito baixas e as soluções muito clássicas. Este investimento representa uma mudança de paradigma em Portugal, quer tecnológico, quer estratégico. Com este investimento, além de ser líder de publicidade em outdoors em Portugal, a dreamMedia passa também a liderar o setor do digital OOH (Out of Home).
Digitalizar o país pela primeira vez, com um investimento de cinco milhões de euros, é uma revolução neste mercado. Vamos proporcionar a mesma qualidade na comunicação OOH que existe no resto do mundo, e permitir que as marcas consigam comunicar de forma mais inteligente, dinâmica e digital junto dos seus consumidores.
Além disso, vamos também possibilitar aos anunciantes que o desperdício de investimento publicitário passe a ser praticamente zero (já que podem passar a mensagem certa no momento e local certo).

Esse investimento vai ser reforçado?
Sim, os cinco milhões de euros são apenas um investimento inicial. Em três anos, até 2025, pretendemos triplicar o investimento.

Quantos são e onde estarão posicionados os ecrãs previstos até ao fim do ano?
Estamos neste momento a instalar mais de 100 posições premium, nas maiores cidades do país. Já temos outdoors digitais instalados em Braga, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Aveiro, Viseu, Coimbra, Loures, Sintra, Oeiras, Vila Franca de Xira, Barreiro, Seixal, Setúbal e Loulé. Estamos também a instalar equipamentos em Vilamoura, Torres Vedras e Maia.
O nosso claim é "Localização é tudo". Queremos estar onde estão as audiências, onde as marcas precisam de comunicar com os consumidores, pelo que os painéis estão inseridos em locais com grande tráfego diário.
Nos próximos dois anos pretendemos atingir as 300 posições, cobrindo as 50 principais cidades do país, sendo objetivo digitalizar cerca de 30% das faces do parque nacional da empresa até 2025.

E já têm clientes identificados a procurar este formato?
Sim, temos. A procura está a superar a expectativa. Estamos, sem dúvida, no caminho certo.
O primeiro cliente a utilizar o sistema de gestão inteligente de conteúdos dos painéis digitais foi o McDonald"s, permitindo-lhe segmentar os conteúdos e as mensagens em função da localização e adaptar os conteúdos consoante os diferentes momentos do dia.

Sei que estes outdoors digitais têm faculdades inovadoras e numa versão de "serviço ao público". Quais são?
Precisamente. Cada um dos nossos equipamentos digitais poderá estar equipado com tecnologia que se considere relevante para o município. A tecnologia de utilidade pública disponível inclui desde carregadores USB, para carregamento de um smartphone, por exemplo, sistemas de monitorização ambiental Smart City, que apoiam os municípios a medir os níveis de ruído, qualidade do ar, movimentação de pessoas e veículos, etc., sistema de carregamento de veículos elétricos, internet grátis e muitas outras funcionalidades. Todos os nossos equipamentos foram ainda desenvolvidos num contexto de redução da pegada ecológica, uma vez que foram concebidos com equipamentos eletrónicos de baixo consumo energético.

E como vai funcionar o carregamento de veículos elétricos e de smartphones, por exemplo? Há parcerias com as autarquias?
A infraestrutura de serviços para utilidade pública desenvolvida pela dreamMedia é adaptada às necessidades de cada município. É um serviço 100% gratuito para o município e para os munícipes, uma vez que defendemos que o meio Outdoor e o Mobiliário Urbano, mais do que meios de comunicação, são equipamentos que podem trazer fortes contributos no desenvolvimento das cidades.

Quem são os parceiros da dreamMedia nesta rede de outdoors digitais?
É informação confidencial.

Esta estratégia está inserida na entrada no mobiliário urbano - e decorre também da contratação feita à concorrência, de António Meireles Moita?
Sim, acreditamos que as pessoas fazem a diferença no rumo que as empresas tomam e na dreamMedia queremos ter as pessoas certas com o conhecimento e experiência que nos levará onde pretendemos chegar.
A contratação à concorrência foi agora reforçada pelo João Alves - novo diretor comercial do Grupo - e a Raquel Correia - nova Sales Marketeer do Grupo -, que se juntam ao António Meireles Moita e que vieram da mesma empresa. Esta mobilidade de recursos profissionais reforça a convicção de que o Grupo dreamMedia está no caminho certo. São pessoas com grande conhecimento do mercado a nível nacional e a sua experiência é um ativo fundamental para alavancar e dinamizar os nossos projetos do Digital e do Mobiliário Urbano.

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