Marketing digital

SamyRoad: À procura do melhor ‘match’ entre marcas e influenciadores

Francisco Véstia SamyRoad

A aposta no marketing de influência está a ganhar força em Portugal. Instagram e YouTube são agora canais que as marcas também querem explorar.

Uma campanha de vídeo que de forma orgânica, sem qualquer investimento pago a apoiar a distribuição, conseguiu atingir num curto espaço de tempo três milhões de visualizações. Passou na televisão? Não. Passou no cinema? Não. Então? Passou nas redes sociais de alguns influenciadores digitais.

Este é um dos exemplos que a SamyRoad tem para provar o potencial que existe ao escolher os influenciadores em função do objetivo da campanha de marketing e não apenas por uma questão de números de seguidores. Por motivos de sigilo, a empresa não revela qual a campanha em questão, mas Francisco Morgado Véstia, diretor-geral da empresa em Portugal, revela que estes resultados foram obtidos apenas no mercado nacional.

“Acho que isso é importante, porque isto era centrado em jovens. Em média cada pessoa dentro da demografia definida viu um desses vídeos mais do que uma vez”, explica o executivo em entrevista ao Dinheiro Vivo. “Acho que é impressionante o poder que estas pessoas têm”.

A SamyRoad de hoje é muito diferente da SamyRoad que nasceu em Espanha em 2013. O que na altura era apenas uma rede social que queria ser uma referência para as comunidades criativas, acabou por também se transformar numa plataforma que ajuda as marcas a encontrarem os melhores influenciadores digitais para as suas campanhas.

A empresa usa um grande volume de dados e ferramentas de inteligência artificial para otimizar as campanhas de marketing de influência. Ou como Francisco Morgado Véstia diz, “tentamos tirar ao máximo, pois existe sempre, o fator de risco que as marcas têm ao lidar com os influenciadores”.

“Tentamos escolher as métricas que sejam suficientes para que a marca possa fazer uma decisão mais informada sobre a estratégia de conteúdos e influenciadores”, acrescenta.

A empresa expandiu para o mercado português no final de 2016. Os clientes que tem em Portugal procuram sobretudo influenciadores nas plataformas Instagram e YouTube, com as áreas da cosmética e da tecnologia a destacarem-se entre as que têm tido maior procura.

Francisco Morgado Véstia tem a certeza que o marketing de influência veio para ficar. “Vai maturar e normalizar. Não, não acho que vá desaparecer, de maneira nenhuma. Acho que como qualquer fenómeno dentro da área do marketing – e temos visto muitos a aparecer -, tem sempre uma fase de exagero, tem sempre uma fase de experimentação, até chegar a uma fase de maturação”.

Para o diretor-geral da SamyRoad em Portugal, é importante explicar que o marketing de influência não vem substituir por completo outras formas de marketing, vem é trazer um novo complemento e uma nova dimensão. Os influenciadores, por exemplo, têm um papel muito importante na demonstração dos produtos e não só. “Não é só o fator de demonstração, é também o fator de recomendação”.

Subsidiária em crescimento
Em 2017, a subsidiária portuguesa da SamyRoad faturou 300 mil euros, naquele que foi “o primeiro ano de operação e foi uma espécie de ano zero de experiência”. “Ficamos muito contentes com os resultados, queremos aumentá-los”, começou por dizer o executivo.

O objetivo para 2018 passa por duplicar, no mínimo, a faturação. Se os objetivos traçados forem cumpridos, então a SamyRoad prevê reforçar a sua equipa de colaboradores. Recentemente a empresa contratou duas pessoas, aumentando a equipa para seis elementos fixos, e até ao final do ano deverão ser contratadas mais duas pessoas.

Os resultados alcançados no primeiro trimestre, indicam que o plano está bem encaminhado.

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