Este fotógrafo só leva um telemóvel para a ModaLisboa

A Samsung quer provar que o novo Galaxy S7 edge domina as fotografias de noite. Convidou Frederico Martins para fotografar no stand da marca.

Frederico Martins já fotografou Sara Sampaio e Ronaldo. Fotografias de estúdio, com boa iluminação, dezenas de lentes ao dispor para captar o momento que vai ficar registado em campanhas vistas por milhões. Este fim de semana, na ModaLisboa, o fotógrafo, que ajudou a transformar o calçado português na indústria mais sexy da Europa e já viu o seu trabalho ser publicado na Vogue Italia ou na GQ britânica, trocou as câmaras profissionais por um smartphone: o Samsung Galaxy S7 edge. Objetivo? Mostrar as novas funcionalidades da câmara do novo modelo da marca sul-coreana que desde a meia-noite de sexta-feira está à venda em Portugal.

“Queríamos promover uma das features do terminal que pode ser difícil de comunicar: a câmara do Galaxy S7 tem um sensor dual pixel que permite captar mais luz do que qualquer outro terminal móvel”, explica Nuno Parreira, diretor de informação e mobilidade da Samsung Portugal. Resultado? Fotografias límpidas, sem grão. Mesmo à noite ou em situações com fraca iluminação. São essas condições que quem quiser ser fotografado por Frederico Martins no S7 Owns the Night, o stand da Samsung na ModaLisboa, irá encontrar. “Vamos fotografar em condições perfeitamente acessíveis, com iluminação contínua que se pode encontrar em qualquer espaço, e não nas condições ótimas e perfeitas que normalmente na nossa profissão estamos habituados”, descreve Frederico Martins.

O registo das fotografias feitas na na câmara escura da Samsung será enviado às pessoas que foram fotografadas por Frederico Martins. Um fashion memento da sua passagem pela ModaLisboa registado através de um smartphone. A ligação da Samsung à moda não é inédita, tal como a utilização de smartphones por reputados fotógrafos de moda no seu trabalho. Nick Night, que fotografou Mourinho e Mariza para a campanha de 2007 Portugal Europe’s West Coast, para o Turismo de Portugal, é um desses nomes. Mas não só. “Há inúmeros fotógrafos a surgir no panorama internacional que vêm das suas galerias do Instagram, do Facebook, que utilizam estes equipamentos para fazer as fotografias”, diz. “Há um caso muito engraçado que é o Michal Pudelka, que fez campanha de 2015 da Valentino, que utiliza o telemóvel como quem utilizava as Polaroids há uns anos. Ou seja, faz todos os enquadramentos e todo o trabalho de preparação no telemóvel e só no final é que fotografa numa câmara de filme”, refere Frederico Martins.

A massificação de smartphones com capacidade para fotografia, que fez explodir plataformas como o Instagram, está a mudar as regras estéticas ao nível de imagem. O foco está muito mais “naquilo que a imagem nos está a transmitir e não tanto no preceito técnico com que foi executado”. Exemplo disso, foi o mais recente trabalho da dupla Mert Alas & Markus Piggot para a edição de setembro da Vogue Italia. “Fizeram uma desmontagem completa daquilo que eram os seus suportes normais, para uma estética muito snap shot, do instantâneo, que os telemóveis também vieram trazer”, considera Frederico Martins. “Essa estética está muito presente nas revistas, o que não me admira. Este telemóvel até em termos de qualidade de imagem final é suficiente para imprimir numa página de revista”, defende. “Permite-me alterar imensos critérios: consigo no momento da captura regular a câmara como se fosse uma câmara tradicional 100% manual; gravar os ficheiros em RAW, que penso será novidade, e alterar a temperatura de cor em graus Kelvin”, descreve. “Para mim é uma ferramenta ótima: posso querer tirar uma fotografia de paisagem e ter a preocupação de ver se a profundidade de campo ou a velocidade que estou a utilizar dá para fazer aquilo que quero”, continua.

Novo passo: realidade virtual

O dual pixel foi uma das vantagens destacadas dos novos Galaxy S dirigidos a um segmento premium: têm um preço de venda recomendado de 729 euros para o Galaxy S7 e de 829 euros para o edge. É ainda cedo para saber resultados de vendas, mas em Portugal as pré-vendas do S7 e do S7 edge foram “três vezes superiores às do Galaxy S6”, revelou Nuno Parreira, sem adiantar valores absolutos.

Os novos modelos foram apresentados em 21 de fevereiro no Mobile World Congress, com o buzz adicional de a apresentação da marca ter contado com Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, mas a procura pelos novos Galaxy “superou as expectativas da Samsung Portugal”, admite Nuno Parreira, que aponta esta procura às próprias características do produto que “apelou às necessidades do cliente premium da Samsung”.

Os novos Galaxy têm um design e materiais que facilitam a dissipação de calor, são resistentes à água e ao pó. Têm ainda uma entrada para cartão externo para a expansão da memória e têm uma melhor performance ao nível de processamento, otimizado para os videojogos. A estas novas capacidades junte-se o ecossistema de realidade virtual, onde a Samsung está a apostar. Prevista para maio está a venda em Portugal da câmara Gear 360 que vai permitir aos utilizadores não só o acesso à tecnologia de realidade virtual mas também criar os seus próprios vídeos em 360º. “Será o início da democratização e massificação desta tecnologia”, acredita Nuno Parreira, dando aqui uma vantagem competitiva à Samsung face aos seus concorrentes a nível mundial, como a Apple.

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