Facebook mantém anúncios políticos mas já permite desativá-los

O Facebook anuncia "a maior campanha de informação sobre votação da história da América" para registar 4 milhões de eleitores

A maior rede social do planeta - já com 2,6 mil milhões de utilizadores mensais (continua a crescer) - iniciou uma operação relacionada com as eleições focada em dois temas principais, os anúncios políticos e o registo de novos eleitores, num pacote de medidas pensadas para as eleições presidenciais nos EUA em novembro, que vão opor Joe Biden e Donald Trump.

Depois de várias acusações por manter ativos anúncios políticos sem qualquer escrutínio, mesmo aqueles com informação manifestamente falsa - o Twitter acabou com esse tipo de anúncios -, o Facebook ripostou, sem deixar cair esses mesmos anúncios alvos de discórdia. A gestora de produto da rede social, Naomi Gleit, revelou esta quarta-feira num post no blog do Facebook que vai ser lançado um recurso para que os utilizadores possam desativar por completo anúncios eleitorais.

Como? Basta clicar num anúncio que vejam no seu 'mural de notícias' ou ir às suas preferências, na parte de anúncios, e alterar. O mesmo vai acontecer para o Instagram, que também já inclui anúncios há algum tempo.

O lançamento será feito a partir de hoje, só para alguns utilizadores, e é lançado para todos nos EUA nas próximas semanas. No outono a opção relacionada com anúncios sobre questões sociais, eleições e política em geral fica disponível noutros países a nível mundial (ainda não se sabe quais e se Portugal está incluído).

Entretanto, o Facebook também quer melhorar os recursos que fornece aos eleitores americanos e inicia esta semana uma operação para ajudar mais pessoas a inscreverem-se para votar antes das eleições de 2020 nos EUA, de acordo com um novo artigo do CEO Mark Zuckerberg publicado no USA Today.

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