Fechar a Times Square para fazer um pedido de casamento? Afinal é possível

A Quintessentially realiza o que parece impossível e entrou agora em Portugal, para onde tem havido muita procura de experiências do género.

Fechar a Times Square, em Nova Iorque, nos EUA, ou o London Eye, em Londres, para fazer um pedido de casamento afinal não é impossível. Tal como não é impossível almoçar dentro de um vulcão ou arranjar bilhetes para um concerto esgotado. Ou ainda alugar um avião a jato para levar o seu cão quando decide ir viver para outro país e não quer que ele vá numa jaula no porão.

Tudo isto são exemplos reais de pedidos que a empresa britânica Quintessentially Lifestyle - que desde 1 de junho está também presente em Portugal - já realizou ao longo dos 16 anos de existência e que voltaria a realizar se um cliente assim quisesse.

Porque é isto que ela faz: vende a prestação de serviços de lifestyle personalizados e sem qualquer restrição (à excepção das legais, claro). Ou seja, junta serviços de concierge com os de assistente pessoal para "concretizar aquilo que parece impossível".

De acordo com a diretor-geral em Portugal, Ana Rebelo, isto só em possível devido aos contactos e conhecimentos que a Quintessentially tem e que são partilháveis em rede nos 60 países onde a empresa já está presente, incluindo em Portugal. Ou seja, um cliente português - ou de qualquer parte do mundo - pode fazer um pedido para Londres, Nova Iorque, Hong Kong, São Paulo, Milão, Dubai, e agora para Lisboa, Porto ou qualquer ponto de Portugal.

É claro que, além destas experiências mais inesperadas, A Quintessentially também presta serviços normais, como enviar flores, reservar um hotel, comprar uma prenda ou mesmo ir a um arraial no Porto comer sardinhas e febras grelhadas (como já aconteceu em Portugal). Porque, explica Drummond "isto não é só para gente com dinheiro ou para serviços e experiências de luxo. Temos muitos clientes que são pessoas normais como eu que querem fazer coisas normais".

Contudo, a verdade é que é preciso ter algum dinheiro, porque a Quintessentially é uma espécie de clube que só está disponível para membros e, como tal, é necessário pagar para entrar e ter acesso àquilo à tal rede de contactos que permite à Quintessentially realizar realizar tudo o que é pedido.

De acordo com Ana Rebelo, o valor mais baixo para ser membro em Portugal é de 3375 euros por ano, mais o custo da jóia de entrada que a gestora não pode revelar. Há depois vários escalões de membros que pagam mais, mas que Ana Rebelo não pôde também divulgar. E isto é para particulares. Para as empresas e marcas - que oferecem o cartão ou os serviços aos empregados e/ou aos clientes - os preços são personalizados, "porque eles trazem muitos membros".

Por exemplo, na parceria realizada com o HSBC contam-se já 120 mil membros que são clientes do banco e a quem a a administração decidiu providenciar o acesso a este clube.

Aliás, mais do que os particulares, a grande aposta da Quintessentially é mesmo as empresas que, no global, já representam 80% do negócio. É que, além do cartão de membro, a Quintessentially também ajuda na gestão de marketing direcionado porque tem uma base de dados com todos os gostos e experiências realizadas pelos clientes ou empregados.

"Não vale a pena uma empresa oferecer bilhetes para a opera se os seus clientes ou empregados não gostarem de ópera", explicou Paul Drummond.

Como tudo começou

A história da Quintessentially Lifestyle começou como muitas outras pequenas empresas ou startups. Paul Drummond, advogado, e Aaron Simpson, produtor de filmes, e Bell Elliot, gerente de clubes e discotecas eram amigos e juntaram-se para, em 2000, criar uma empresa cujo serviço era dar acesso ao que parecia inacessível.

Começou por ser uma empresa de serviços de concierge que depressa alastrou aos serviços personalizados e à parcerias com as empresas e a uma presença ativa em 60 países.

Em Portugal, começaram a atividade a 1 de junho, e contam com uma equipa de seis pessoas que Ana Rebelo admite que irá crescer depressa dado o grande interesse dos clientes internacionais por experiências em Portugal. "Temos muitos pedidos para Lisboa, mas principalmente para o Porto. O porto está a crescer mesmo muito", rematou.

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