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A Meu Ver. O olhar do ‘fotocitário’ Tiago Silva está na Mona

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O copywriter de O Escritório Tiago Silva saltou do Instagram para a loja Mona. A exposição A Meu Ver está nas Janelas Verdes em Lisboa até 19 de maio

Tiago Silva é um “fotocitário”, uma espécie de publicitário com olhos de fotógrafo. No Instagram, o copywriter da agência O Escritório, tem 51 mil seguidores da sua visão muito particular do mundo e que já atraiu marcas como a Ikea, a Levi’s, a Reebok, a Uber, a Fujifilm, a HP ou a FOX.

Mudou temporariamente a conta do Instagram para a Mona – Lojas de Ideias, espaço criado pelo NOSSA criativo Nuno Cardoso, que até 19 de maio na loja das Janelas Verdes, em Lisboa, vai receber a exposição A Meu Ver.

Ao Dinheiro Vivo, o criativo explica como tudo começou.

És um fotógrafo no corpo de um publicitário ou um criativo alto o suficiente para fazer as duas coisas? Como concilias?

Sou um fotocitário. Tenho a cabeça de um publicitário e os olhos de um fotógrafo. No fundo, dá muito jeito ter um pensamento criativo para conceptualizar uma foto e cultura visual para saber o que falta ou não num layout.

Como é que surgiu esta tua paixão pela fotografia? Um dia ofereceram-te uma Polaroid…

Desde pequeno que roubava as máquinas dos meus amigos e começava a clicar em todos os botões até que uma das cinquenta fotos ficava boa – No fundo, ainda é o que faço hoje: repito, repito, repito até conseguir atingir a foto que idealizei. A Polaroid só surgiu mais recentemente – a seguir ao iPhone.

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Fotografas apenas com iPhone ou já usas outro tipo de máquina. O que te atrai nessa opção?

Por mais câmaras que sejam lançadas, com menos ou mais megapixels, menos ou mais zoom ótico, para mim a melhor vai ser sempre o olho humano. Uso mais iPhone por ser prático e caber no bolso. Funciona como o meu revólver: vejo algo em que quero acertar, aponto e disparo. Mas quando tenho mais tempo, costumo fazer passeios fotográficos com a minha arma mais potente – Fujifilm XT10.

Jogas muito com jogos de escalas. O que te levou a esta opção estética?

Tento sempre jogar com tudo o que é diferente sem nunca esquecer o meu lema: “tirar fotos que não se encontram no Google”. Desde escalas, sombras, perspectivas ou ilusões. No fundo, tudo o que não sejam fotos de comida em top view ou apenas paisagens ou selfies.

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Até aqui o Instagram, onde tens 51 mil seguidores, era a tua única galeria. És já um influenciador. As marcas não te largam?

Hoje em dia qualquer um pode ser o próprio curador e fazer uma exposição no seu perfil de Instagram para milhares de utilizadores. Só tem de, pela diferença, levar as pessoas a querer visitar a sua galeria. Quanto às marcas, até agora ainda só me agarraram pelo dedo porque eu não dei o braço todo – para fazer alguma parceria tenho de me identificar com o produto ou serviço que eles querem vender e nunca desvirtuar a minha identidade.

Já se faz vida com o Instagram em Portugal ou para ti é mais um escape criativo?

Acho que para fazer vida disto precisava do dobro dos seguidores, dos likes, das selfies, dos bíceps e dos jantares fora.

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Qual o projeto para marca que mais te desafiou?

Mais recentemente, fiz algumas fotos para a Cerveja Coruja da Super Bock e, pelos vistos, encarei tão bem a personagem que houve quem pensasse que era eu que andava a grafitar as paredes.

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Alguma dessas colaborações com marcas faz parte do lote das 17 fotos em exposição?

Sim, uma fotografia que tirei para o IKEA com um candeeiro que tinha na minha mesa da agência. Um dia olhei para ele e disse: vamos dar uma volta à rua e pronto: deu uma foto.

O que norteou a escolha das fotos?

A escolha foi baseada em três critérios principais: gosto pessoal, qualidade para impressão e fotos que permitissem acrescentar alguma ideia no espaço físico da exposição.

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