festivais de verão

A Rita vai ao NOS Alive. Há powerbanks para que nenhuma selfie fique por tirar

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Rita Torres Baptista, directora de marca e comunicação da NOS, explica o que a marca trouxe de diferente para o festival que arranca esta quinta-feira

Rita Torres Baptista já tem o programa fechado. Há cinco bandas que a diretora de marca e comunicação de marca da NOS não quer perder na edição deste ano do NOS Alive. “Não quero perder os The Weekend, os Depeche Mode, também queria ver o Tiago Bettencourt, tenho uma ida prometida ao palco coreto, porque é um palco só de mulheres, e, adicionalmente, quero ver os Foo Fighters.”

Durante três dias, o Passeio Marítimo de Alcântara vai receber 165 mil festivaleiros. O festival esgotou dois meses antes do arranque.

Ao Dinheiro Vivo, Rita Torres Baptista explica que novidades a marca name sponsor está a preparar para esta 11ª edição do festival. Há powerbanks que os festivaleiros podem levantar em troca de uma caução, cinco pontos de carregamento do telemóvel com wi-fi espalhados pelo recinto e um espaço dedicado aos clientes da operadora. No recinto vai haver torres móveis suficientes para alimentar as necessidades de uma cidade da dimensão de Aveiro. E para que não falte capacidade para publicar as fotografias e os vídeos que quiser, a operadora duplicou a capacidade da rede 4G no ar face ao ano anterior. O ano passado foram processados 1,5 Terabytes. Em 2017 estima-se o dobro. Para o festival, a empresa alocou 135 serviços de rede fixa, com uma capacidade de 10 GB/s.

Rita Torres Baptista também comenta o fim da marca concorrente Meo.

Depois de 11 edições, como é que vai conseguir surpreender os festivaleiros?

Este é sempre um exercício de superação, a cada ano fazer sempre melhor, surpreender mais. E em conjunto com a Everything is New temos conseguido fazer isso: a Everything is New com o cartaz, este ano conseguiu esgotar o cartaz dois meses antes – e a NOS, com base da matéria-prima do promotor, vê como pode amplificar essa experiência de música em algo que tenha a ver connosco.

Vamos ter 4500 powerbanks NOS especiais, que se agarram com uma ventosa ao telefone, que funcionam como um powerbank Bar. Se for cliente NOS paga uma caução de 5 euros, se não for é 10 euros. Nos três dias sempre que estiver descarregado devolve e dão um novo. No fim, pode ficar com o powerbank, se não quiser entrega, a caução é devolvida integralmente, e o que teve foi uma experiência de festival em que nenhuma selfie, nenhuma fotografia, nenhuma gravação de concerto ficou por fazer. É algo básico, mas é uma das necessidades principais das pessoas. Quando fazemos a análise do recinto e perguntamos como podíamos melhorar a experiência a resposta é que não querem ficar sem bateria.

Ao nível da experiência, uma wheel selfie spot eleva as pessoas a 12 metros de altitude [elevador por levar até três pessoas em simultâneo, cada viagem dura 3 minutos], onde todas as pessoas podem experimentar esta visão de cima do recinto que só algumas pessoas têm. Quisemos dar essa visão alargada.

Os clientes NOS, além da caução a metade para o powerbank, vão ter uma zona lounge, para fazer um pequeno break do festival. Temos um espaço com capacidade à vontade para 100 pessoas, com pontos de carregamento de telemóvel, wi-fi gratuito, com oferta de uma bebida. No fundo, um reconhecimento aos nossos clientes que o NOS Alive pensou um bocadinho neles. É simbólico. Recebe 100 de cada vez, mas durante 3 dias vivem aqui uma espécie de cocoon, onde nas paredes passam o cartaz e com headphones podem saber o que está a tocar em cada palco.

Fim da marca Meo ” não deixa de ser algo que nos causa alguma nostalgia”

O NOS Primavera Sound e NOS Alive são os vossos principais festivais. Estão confortáveis ou pensam expandir o vosso território da música?

Temos outros ativos de música, património da Optimus, a NOS Discos, que faz a edição de artistas portugueses e que tem ganho forma através do NOS D’Bandada, evento gratuito no Porto, mas entre o NOS Primavera Sound e o Alive temos propostas muito diferentes, não temos uma receita para estar na música, o que traz oportunidades distintas. Em comum é esta crença que sendo a música um territórios de paixão dos portugueses – de 10 milhões, 6 milhões dizem ter grande interesse na música -, a banda sonora de muitos momentos da vida, é uma plataforma de emoções, de criação de ligações. Acreditamos nisso e, por isso, estamos na música não porque na nossa indústria seja uma convenção estar na música, embora na prática assim seja, mas estamos porque acreditamos que é um espaço de ligação e emoção.

Se pensarmos que os media de interrupção têm os dias cada vez mais difíceis, este espaço é um media não de interrupção, mas de engajamento. A marca NOS procura estar aqui de forma relevante para as pessoas, de modo funcional (como os powerbanks), afetivas (como pensar nos seus clientes) e notoriedade, como trazendo para aqui a expressão da sua marca e fazer deste espaço uma media mais rica, pois é uma media humana.

O Meo vai fazer a mudança de marca para Altice, processo que a NOS já passou depois da fusão. Há aqui espaço para ganhos de notoriedade para a NOS? Imagina um Altice Sudoeste…

Vivemos uma indústria muito competitiva com concorrentes muito profissionais e competentes, que aprendemos a ter respeito porque fazem coisas bem feitas. Os desafios que a NOS tem são tão grandes, o potencial de continuar a crescer, o sucesso nos últimos três anos de fusão. As fusões não são processos simples, juntam-se culturas diferentes. Os power points são muito bonitos, prometem sinergias, mas às vezes a vida real faz com que fiquem apenas no power point, não foi o caso da NOS. O indicador mais expressivo é o objetivo de obter uma quota de 33% de receitas em 2018, conseguimos antecipar essa mesma quota em dois anos. Isso é sucesso. E o sucesso traz uma grande necessidade de foco: em responder melhor às necessidades das pessoas e as oportunidades internas de nos melhorarmos a nós tendo em conta o contexto.

Se há uma alteração de contexto tão fundamental como o de uma marca isso há de trazer alguma mudança, alguma oportunidade e ameaça. Vamos estar concentrados em fazer o melhor possível a nossa parte e pensamos que com o nível de notoriedade da marca, apesar de ter apenas três anos, a sua boa performance ao nível da comunicação e como isso se tem convertido em negócio, que estamos no bom caminho. Se calhar é agora a nossa vez de estar mais focado no negócio puro e duro.

E o budget vai aumentar? Normalmente, processos desses significam que as marcas vão abrir os cordões à bolsa para comunicar a mudança…

A nossa indústria não tem um problema de falta de investimento e temos todos um grande desafio de eficácia de investimento, mas não estou a imaginar enquadramento para pedir uma expansão do orçamento publicitário. Estamos na música, no futebol e no universo de produtos e serviços particulares ao mundo das empresas, não nos falta ai oportunidades para concretizar. Temos planos nossos: temos vindo a remodelar a nossas lojas e a fazer o rollout do novo conceito de loja que é muito distintivo, mas essas coisas são mais marcadas pelo nosso ritmo do que por um ritmo reativo.

Agora, uma marca que desaparece, que tem um papel nas marcas portuguesas e na história do país, mesmo que seja nossa concorrente e tenhamos de olhar para ela de forma diferente, não deixa de ser algo que nos causa alguma nostalgia.

 

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Paulo Spranger/Global Imagens)

Depois de pagar a renda sobram 450 euros ao salário dos lisboetas

(Paulo Spranger/Global Imagens)

Depois de pagar a renda sobram 450 euros ao salário dos lisboetas

Aptoide | Paulo Trezentos | Álvaro Pinto

Portuguesa Aptoide já negoceia com Huawei para ser alternativa à Google

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
A Rita vai ao NOS Alive. Há powerbanks para que nenhuma selfie fique por tirar