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Princesa? Eu quero é ser astrofísica!

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A Ciência Viva, a Agência para a Cultura Científica e Tecnológica tem uma nova campanha em marcha motivando para a igualdade de género

A Ciência Viva, a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, aproveitou este Dia Mundial da Criança para lançar uma nova campanha especialmente dirigida às meninas, para as quais criou camisolas onde se pode ler “Princesa? Eu quero é ser engenheira, neurocientista, astrofísica”. As primeiras t-shirts foram esta quinta-feira distribuídas às meninas que participaram nas celebrações do Dia Mundial da Criança no Parque Biológico de Gaia.

Foram 250 os alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico envolvidas na atividade ‘meias com ciência’, tendo sido oferecida a cada uma um pack com um par de meias branco e uma pinça para que, descalças, pudessem explorar a diversidade de plantas, animais e rochas que ficaram retidas nas suas meias. Uma forma de os tornar em “pequenos exploradores a descobrir um incrível mundo a seus pés e a fazer experimentação fora da sala de aula”, explica Rosalia Vargas, presidente da Ciência Viva.

A iniciativa, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, do Museu de História Natural da Universidade do Porto, do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva e do Centro Ciência Viva de Vila do Conde, serviu, ainda, para dar início à campanha especialmente dirigida a meninas. E porquê a meninas? Rosalia Vargas explica: “Para, através dos pais e meio adulto familiar, chamar a atenção para uma cultura de conhecimento e motivação para a igualdade no género”.

As camisolas, com a pergunta: “Princesa? Eu quero é ser engenheira… ou neurocientista ou astrofísica”, estão, também, à venda na Feira do Livro de Lisboa e na loja do Pavilhão do Conhecimento. A versão manga curta custa oito euros, mais um euro para a versão de manga comprida.

“Não obstante o crescimento verificado nos últimos anos na participação das mulheres na investigação científica em Portugal, particularmente em áreas como as ciências naturais e as ciências médicas, persiste ainda uma menor participação nas áreas de engenharia e tecnologia”, sublinha a presidente da Ciência Viva que cita o relatório She Figures 2015, Gender in Research and Innovation, da Comissão Europeia, que mostra que o número de mulheres na engenharia e nas tecnologias em Portugal diminuiu de 33% para 31% entre 2005 e 2012, enquanto outros países europeus aumentaram significativamente a participação feminina nesta área.

“Também num dos programas mais emblemáticos da Ciência Viva, que acolhe jovens estudantes do ensino secundário em estágios em instituições científicas, nos meses de verão, verificamos um desequilíbrio de genéro. Na última década (2005-2016) a preferência das raparigas pelas áreas das ciências da saúde e da vida é muito significativa (76%), enquanto as áreas das engenharias, tecnologias e matemática contam apenas com 38% de participação feminina”, garante Rosalia Vargas. Esta campanha quer ajudar a mudar isso.

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