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Web Summit. Mais do que apenas uma operação de charme para as marcas?

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São quatro dias de forte exposição mediática, mas também ocasião para fazer negócio e até recrutar talento.

A grande cimeira tecnológica não é apenas uma operação de charme para as marcas que decidem associar-se ao evento. Com 70 mil visitantes esperados neste ano de 5 a 8 de novembro, a Web Summit é o palco escolhido para realizar negócios, recrutar talento e também promover a marca e os serviços.

“Em 2017, a Web Summit posicionou-se como um dos eventos com maior retorno mediático para o global das marcas da Altice Portugal”, garante o CEO Alexandre Fonseca. A dona do Meo é, pelo terceiro ano consecutivo, parceira tecnológica, assegurando toda a infraestrutura de comunicações no recinto onde decorre a cimeira, no Parque das Nações, bem como nos eventos paralelos no Chiado, Cais do Sodré, Bairro Alto e LxFactory.

Os dados da Cision sustentam a decisão. “Só na edição de 2017 foram gerados 180 milhões de visualizações em notícias com menção à Altice Portugal. O equivalente a 49% da população portuguesa estar exposta a mensagens em que as marcas da Altice Portugal foram mencionadas, tendo cada cidadão sido, em média, impactado 35 vezes”, refere. Ao acolher o palco principal, a Altice Arena contribui de forma decisiva, “tendo obtido o maior número de referências nos media”.

“Procuramos startups tecnológicas com soluções inovadoras e talento humano, que possam trabalhar connosco e acrescentar valor ao que já fazemos em 16 países”, diz Luís Manuel, administrador da EDP Inovação. Em quatro dias “faz-se um pouco de tudo”. Desde posicionar a EDP como “promotora de inovação em Portugal”, como do evento “saíram investimentos da EDP Ventures, o veículo de investimento criado para apoiar e investir em startups inovadoras”. Todos os anos a elétrica realiza um carousel pitch, em que os fazedores têm um minuto para “vender” a sua proposta, tendo a empresa contactado com mais de 400 startups. “Neste processo, detetámos cerca de 20 empresas que agora trabalham connosco, de áreas tão diversas como a inteligência artificial, a cibersegurança ou análise de dados.”

À boleia da EDP vão ainda à Web Summit os três primeiros classificados do EDP Open Innovation, programa de aceleração, que neste ano tem dez finalistas de dez países. “Estaremos de novo à procura de startups com elevado potencial de crescimento e, como sempre, temos equipas a postos para testar tecnologias, acelerar startups e, claro, para investir.”

Participar na Web Summit não é apenas uma operação de charme para a Novabase. “É evidente que procuramos promover a marca e os nossos serviços. Mas mais importante, procuramos fortalecer o nosso portfólio com negócios e parcerias que entendemos serem relevantes”, garante o CEO João Nuno Bento. Pelo stand da empresa, onde o foco foram os serviços financeiros Wizzio, passaram milhares de pessoas. “Levámos para casa mais de cem leads qualificadas”, balanço que levou a Novabase a elevar em 2018 o patrocínio de silver para gold. Neste ano leva “olheiros” da Venture Capital, que “vai estar muito atenta e disponível para investir em startups e discutir possíveis parcerias com elevado potencial de valorização e inovação no mercado”. E vão em busca de talento. “O recrutamento está a mudar muito e é preciso definir novas abordagens para atrair e reter talento, especialmente no setor das TI, onde há uma enorme escassez de profissionais qualificados”, frisa.

A Brisa, presente com a sua oferta de mobilidade e soluções para o mercado externo – neste ano o destaque vai para o Via Verde Planner -, faz um balanço positivo. “Dos contactos estabelecidos durante o evento nasceram diversas oportunidades de desenvolvimento de negócio”, garante Luís D’Eça Pinheiro, administrador da Via Verde Serviços. “Realizaram-se mais de 230 reuniões no espaço da Brisa”, concretiza o diretor da Brisa, que vai oferecer aos parceiros 20 minutos no DriveNow.

Para a BMW estar na Web Summit não “é uma decisão comercial”, garante Stefan Ponikva, head da BMW Events e da BMW Group Shows. “Encontros como este têm uma relevância para o futuro e queremos fazer parte dele. Focamo-nos em nos ligar às pessoas, em fazer novos contactos, em estabelecer relações e em gerar novas ideias”, diz o responsável da marca que neste ano vai levar ao evento o novo BMW série 3 ou o BMW Intelligent Personal Assistant, sendo ainda parceiro de mobilidade da Web Summit.

Se a BMW deu mobilidade, a Delta deu aos participantes o combustível para percorrer os vários pavilhões. “Abastecemos e demos assistência a cerca de 70 máquinas dispensadoras de café. Servimos mais de 210 mil cafés e bebidas com café em todo o evento”, lembra Rui Miguel Nabeiro, administrador do grupo Nabeiro Delta Cafés. “Este é para o grupo o momento alto de lançamento dos nossos conceitos de inovação. Muitos dos temas apresentados estão no radar de inovação da Delta.” O RISE, sistema de extração de café que “desafia a gravidade”, disponível nos Qoffee Qars, foi a inovação em destaque na Web Summit 2017. Estar presente foi uma “escolha estratégica pelos valores que este evento representa e que reforça a atitude de pioneirismo que faz parte do nosso ADN”.

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