Dinheiro Vivo TV

Galp. Fardas de Pedro Pedro desfilam no Portugal Fashion para 11 países

A carregar player...

Estratégia de comunicação e marketing da empresa passa pela aposta nos festivais de música, onde já é uma das marcas mais reconhecidas.

O desfile no Portugal Fashion já tinha terminado, mas Mariana Cardoso não escondia o nervosismo por ter sido um dos 12 colaboradores da Galp a desfilar na Alfândega do Porto com as fardas desenhadas pelo estilista Pedro Pedro para a companhia. “Não fazia ideia de que exigia tanto treino.”

Em 2020, quem contactar com a empresa nacional nos 11 mercados onde está presente vai deparar-se com uma imagem única. “Precisávamos de fazer um refrescamento às nossas fardas, tinham mais de dez anos, e houve necessidade de uniformizar a imagem seja na eletricidade, no gás ou nos postos”, diz Joana Garoupa, diretora de marca e comunicação da Galp.

Em cinco cores, as 25 peças levadas ao Portugal Fashion resultam de um trabalho de oito meses do estilista Pedro Pedro, produzidas a pensar em diversas combinações “para os próprios colaboradores sentirem essa liberdade na forma como se vestem”, diz Joana Garoupa. Antes de seguir para os diversos mercados, os colaboradores de Portugal e Espanha vão poder testar o fardamento.

Porto, 23/10/2019 - Pedro Pedro foi o designer das novas fardas da Galp. O desfile aconteceu esta tarde no Portugal Fashion na Alfândega do Porto. (Catarina Vieira / Global Imagens)


(Catarina Vieira / Global Imagens)

Para o próximo ano vão ser produzidas 78 500 peças, das quais 37 mil ficam em Portugal, 34 mil seguem para Espanha e as restantes 7500 para países africanos onde a Galp opera, como Moçambique. E já há bestsellers: 14 mil hoodies verdes, 8500 polos laranja, sete mil camisas de ganga e seis mil long sleeves encomendados.

As novas fardas surgem num momento em que a companhia assinala 40 anos. Período em que de uma gasolineira, a Galp se tem vindo a afirmar como empresa energética global. “Estamos em 11 países e sentimos necessidade de ter uma estratégia de comunicação à la multinacional. Tudo o que façamos ao nível da comunicação tem de ser encaixável em Espanha, Moçambique, Brasil, onde eu estiver”, explica.

Havia que encontrar um território de contacto com os consumidores, que olham para os produtos da companhia como uma commodity, transversal a todos os mercados. E a música foi a resposta. 2019 foi para a Galp o “ano zero” de entrada em força neste território, com o patrocínio ao Rock in Rio (RiR), juntando-se o do Galp Beach Party (em Matosinhos), o Festival Internacional de Música do Marvão (FIMM) ou, mais recentemente, ao Termómetro, de Fernando Alvim.

“Iniciámos uma série de projetos, até para testar e perceber a reação das pessoas, com indicadores ótimos. Neste ano chegámos a três milhões de pessoas e, fisicamente, com os vários patrocínios, chegámos a meio milhão; entrámos diretamente no top 10 das marcas em termos de top of mind na música. É uma aposta claramente para manter”, assegura.
Estratégia que querem estender a outros mercados. “No caso de Espanha parece-nos relativamente fácil. Cerca de 30% das pessoas que vão ao Galp Beach Party são espanholas; no RiR estamos em francas conversações para tentar ter pacotes específicos para trazer pessoas deste mercado; no FIMM parte dos concertos são em Espanha; o Termómetro vai ter, pela primeira vez nesta edição, uma sessão em Madrid (12 de dezembro). Com o que estamos a fazer em Portugal estamos a tentar captar o mercado espanhol, o que não quer dizer que não venham a existir projetos de génese espanhola”, admite. “No prazo de dois, três anos, haveremos de ter em Moçambique projetos com a mesma génese e nos outros países seguiremos a mesma lógica.”

(Catarina Vieira / Global Imagens)

(Catarina Vieira / Global Imagens)

2019 foi também o ano da renovação da ligação à seleção nacional de futebol. Vinte anos de patrocínio que a marca não quer que apenas seja visível em ano de Europeu ou Mundial. “Estamos a trabalhar com o canal 11 (da Federação) para nos dar alguma visibilidade sobre o tema dos 20 anos, não só da Galp, mas o que aconteceu em Portugal e com a seleção nesse período.” A iniciativa 11 + Energia com a Galp vai recuperar, entre outros conteúdos, campanhas icónicas da marca, os protagonistas, as camisolas, os fãs e as músicas que marcam a história deste apoio da empresa à Seleção.

E depois de Leva Portugal ao Peito, da agência de publicidade O Escritório para o Mundial de 2018, o que podemos esperar? “Seja o que for, gostaríamos de que transmitisse a vontade de que mudando pequenas coisas podemos fazer a diferença”, diz Joana Garoupa. “O budget de comunicação e marketing não aumentou. Estamos a apostar em áreas com maior visibilidade.”

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

Foto: Paulo Spranger (Global/Imagens)

Fisco deteta erro em 10.000 declarações de IRS e exige devolução de 3,5 milhões

João Cadete de Matos, presidente da Anacom

Fotografia: Vítor Gordo/D.R.

Anacom “considera essencial” redução de preços no acesso à Internet

Outros conteúdos GMG
Galp. Fardas de Pedro Pedro desfilam no Portugal Fashion para 11 países