Google removeu 3,1 mil milhões de anúncios.  99 milhões relacionados com a covid

Anúncios de curas milagrosas da covid-19, de máscaras N95 devido à escassez de oferta e, mais recentemente, às doses falsas de vacinas, foram bloqueados pelo Google.

Se num anúncio no Google lhe surgir a questão "Porquê este anúncio?" não se surpreenda. É uma das medidas introduzidas pela plataforma para informar os utilizadores de quem está por detrás desse anúncio para com isso tomar decisões mais esclarecidas, evitando-se fraudes e burlas online. Neste momento, a plataforma está a verificar a identidade dos anunciantes em mais de 20 países e só no ano passado removeu ou bloqueou 3,1 mil milhões de anúncios por violarem as políticas da plataforma e e restringiu mais de 6,4 mil milhões de anúncios. Quase 100 milhões relacionados com a covid-19.

"Em 2020, as nossas políticas e respetiva aplicação foram postas à prova à medida que navegávamos coletivamente numa pandemia global, decorriam várias eleições no mundo e continuava a luta contínua contra maus atores que procuravam novas maneiras de tirar partido das pessoas online. Milhares de Googlers trabalharam exaustivamente para oferecer uma experiência segura aos utilizadores, criadores, publishers e anunciantes. Adicionámos ou atualizámos mais de 40 políticas para anunciantes e publishers. Também bloqueámos ou removemos aproximadamente 3,1 mil milhões de anúncios por violarem as nossas políticas e restringimos mais de 6,4 mil milhões de anúncios", informa o Google.

Em ano de pandemia, o Google também teve de atuar na remoção de anúncios relacionados com a Covid-19. "À medida que as reivindicações e as conspirações sobre a origem e disseminação do coronavírus circulavam on-line, lançámos uma nova política para proibir anúncios e conteúdo monetizado sobre a covid-19 ou outras emergências de saúde global que contradissesse o consenso científico", informa o Google.

No total, foram bloqueados mais de 99 milhões de anúncios relacionados com a doença, "incluindo os anúncios de curas milagrosas, de máscaras N95 devido à escassez de oferta e, mais recentemente, às doses falsas de vacinas".

A plataforma também dedicou recursos para o combate às fraudes e burlas, além do programa de verificação da identidade do anunciante e de operações comerciais, investiu "em tecnologia para detetar melhor este tipo de comportamento coordenado, permitindo-nos ligar os pontos entre contas e a suspender vários maus atores de uma vez só".

"O número de contas de publicidade que desativámos por violações de política aumentou 70%, de 1 milhão para mais de 1,7 milhões. Também bloqueámos ou removemos mais de 867 milhões de anúncios por tentativa de evasão dos nossos sistemas de deteção, incluindo técnicas de cloaking, e mais de 101 milhões de anúncios por violarem as nossas políticas de representação fraudulenta. O que equivale a um total de mais de 968 milhões de anúncios", adianta.

Os publishers também foram objeto de análise e monitorização. "Aumentámos muito a nossa execução e removemos anúncios de 1,3 mil milhões de páginas de publishers em 2020, um salto face aos 21 milhões em 2019. Também impedimos anúncios em mais de 1,6 milhões de sites de publishers com violações generalizadas ou flagrantes".

O ano passado a plataforma verificou mais de 5.400 anunciantes eleitorais. "Nos Estados Unidos, assim que se percebeu que o resultado da eleição presidencial não seria determinado imediatamente, determinámos que a eleição nos Estados Unidos passaria a estar abrangida pela nossa política sobre eventos sensíveis e impusemos uma pausa nos anúncios políticos nos EUA, que se iniciou após o encerramento das urnas e até ao início de dezembro", referem.

"Durante este tempo, cancelámos, temporariamente, mais de cinco milhões de anúncios e bloqueámos anúncios em mais de três mil milhões de pesquisas que faziam referência às eleições, aos candidatos ou ao seu resultado. Tomámos esta decisão para limitar o poder dos anúncios de forma a amplificar a confusão no período pós-eleitoral", justifica.

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