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Grupo Concept faz rebranding da DepilConcept em ano de crescimento

Alexandre Lourenço, administrador do grupo Concept
Alexandre Lourenço, administrador do grupo Concept

Neste ano, as lojas da DepilConcept vão mudar o look. O Grupo Concept vai fazer um rebranding da marca que nasceu em 2008.

Investiu há 12 anos cem mil euros numa marca a que chamou BodyConcept. Um investimento que teve o dom de se desmultiplicar. A loja rapidamente deu origem a uma rede de franchising a que em 2008 juntaram a DepilConcept. Hoje, o grupo Concept, fundado por Alexandre Lourenço, Sandra Castanheira e Susana Martins, tem mais de cem lojas, fechou o ano passado com 10 milhões de euros de faturação e internacionalizou. E planos não faltam. Querem crescer em rede, faturação, mas com um novo look. A DepilConcept “vai fazer um rebranding que vai iniciar-se este ano e vai chegar às lojas de forma faseada”, adianta Alexandre Lourenço, administrador do Grupo Concept.

Desde 2005 tem sido a crescer. A loja onde tudo nasceu, em Carnaxide já não existe, mas a rede Concept já vai em 110 lojas. E não só em Portugal. Em 2009 decidiram internacionalizar. “O mais interessante para nós seria o Brasil, dois dos sócios já tinham experiência com este mercado, e na Europa optámos pela Europa do Leste. Apostámos na Polónia”, diz Alexandre Lourenço. Hoje estão na Polónia, Brasil e Cabo Verde.

Liderança na Polónia
Na Polónia, o conceito ponta-de--lança foi a DepilConcept. A razão é simples. O conceito, que se baseia em serviços de depilação, exige uma loja mais pequena (40 m2 face aos 120 m2 da BodyConcept), logo um investimento menos puxado para o franchisado. Em média, um franchisado tem de investir 20 mil euros, menos do que os cerca de 80 mil que teria de desembolsar para garantir a franquia da BodyConcept, conceito que aposta na oferta de tratamentos de corpo, rosto, consultas de nutrição, entre outros serviços.

“A maior perspetiva de crescimento é a Polónia: as condições económicas são favoráveis, não há grande concorrência e somos líderes”

E a Polónia tem sido generosa. Neste momento, já são 37 as lojas DepilConcept neste país. “E temos dez novas aberturas previstas este ano”, adianta o administrador do grupo. “Será o principal mercado já este ano a ´nível de unidades.” É neste mercado na Europa do Leste onde depositam as maiores expectativas de crescimento. “A maior perspetiva de crescimento é a Polónia: as condições económicas são favoráveis, não há grande concorrência e somos líderes”, justifica Alexandre Lourenço.

Em Portugal, a crise que atingiu o país no período troika acabou por jogar a favor do grupo Concept. “Em 2010 havia muita concorrência de redes espanholas, marcas que acabaram por desaparecer deste mercado”, diz Alexandre Lourenço. “A realidade hoje em dia é que não temos concorrência em Portugal e na Polónia.” Receita para garantir o sucesso? “O que fizemos foi apostar no marketing e assim conseguir resultados”, diz. Mais, reforça, “todos os nossos franchisados têm ações de formação, o que é raro nesta área”.

Os resultados apareceram. “Ambas as redes cresceram, tendo a faturação em média crescido igualmente: 33% no BodyConcept e 22% no DepilConcept”, refere o administrador.
Consolidar no Brasil
Em Cabo Verde, o grupo tem apenas uma loja, mas no Brasil há intenção de consolidar a presença. Ainda este ano querem ter dez unidades da BodyConcept neste mercado. E nem a crise que se vive do outro lado do Atlântico põe água fria nos planos do grupo. Alexandre Lourenço explica porquê. “O Brasil tem uma realidade geográfica e socioeconómica específica. São Paulo, onde estamos presentes, é uma cidade de 22 milhões de habitantes. A nossa oferta de serviços está apenas a focar--se em 10% desse público, segmento que tem muita procura por este tipo de serviços”, garante. Além disso, neste mercado “as pessoas preocupam-se muito com o seu corpo e com o seu bem-estar”.

Em 2016, o grupo fechou com um faturação global de 10 milhões de euros, mais 4,8% do que no ano anterior. O primeiro trimestre deste ano (o primeiro completo) dá sinais animadores: estão a crescer 11,5% face ao ano anterior. “Muito acima das expectativas”, diz. “Até ao final de 2018 estimamos que um terço da faturação seja do mercado externo.”

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