Nova Expressão: Digital e perto do cliente para retomar recordes

Ano difícil fez a agência de meios arregaçar as mangas. Com resultados, como conta Pedro Baltazar.

Um ano recorde de faturação aos 28 de existência e planos traçados para crescer ainda mais. Assim foi 2019 para a Nova Expressão, com Pedro Baltazar a apostar forte na digitalização como meio de voltar a quebrar barreiras. Este ano arrancou cheio de vigor, prenunciando a continuidade do sucesso. Mas depois veio a covid - e com a pandemia, o recolhimento, o blackout na comunicação e quebras até 50%.

“Foi uma fase muito complicada, piorada pelo facto de as multinacionais começarem a ocupar o pouco espaço que existia no mercado”, relata o administrador da Nova Expressão. E as agências mais preparadas reinventaram-se para mostrar a importância de comunicar nesta fase. O que passou por um trabalho hercúleo, feito ao lado dos clientes, que à Nova Expressão permitiu “trazer novos anunciantes sobretudo para as televisões, clientes que há muito tempo não comunicavam (mesmo com um volume de negócios mais baixo)”.

“As dificuldades eram imensas, mas conseguiu-se fazer filmes e comunicar com baixos recursos e isso trouxe ânimo”, assegura Pedro Baltazar, que no verão já arregaçara mangas e retomara a estratégia desenhada para a Nova Expressão, com uma grande ênfase nas ferramentas tecnológicas e no digital, mas também na diferenciação da oferta de qualidade.

“O consumer journey muda todos os dias e agora ainda mais, porque há alterações imprevisíveis e que temos de monitorizar diariamente.” Pelo que fazia ainda mais sentido esse foco no cliente, nas suas necessidades, passando por research de estratégia de execução para trazer mais retorno aos anunciantes com meios reduzidos e verdadeiramente aconselhá-los na estratégia de comunicação. “Nós temos know how de mercado e acho que o caminho é por aqui, por sermos mais consultores do que traders, passando a nossa opinião do mercado de meios para obter verdadeiro valor acrescentado para os clientes.” É a resposta que permite competir com os gigantes globais. E nesse processo há dois fatores essenciais: a transparência - “que sempre tivemos como bandeira” - e a transformação tecnológica, contando com pessoas que tenham esse perfil. Esse é já “um desígnio na contratação de recursos humanos, mas tem de passar pela reconversão dos valores que já temos inhouse, dar formação para que possam adquirir essas competências, estando onde está o comprador”.

Reconhecendo que se mantém até agora a tendência de queda provocada pela pandemia - “o mercado das agências de meios está a ainda a lidar com quedas que variam entre os 50% e os 25%” -, Pedro Baltazar está, ainda assim, otimista, ou “menos pessimista”, quanto ao resto do ano. A expectativa é de melhoria, com retoma de portefólio e planos, captação de anunciantes novos ou que estavam adormecidos e que perceberam (até pela presença massiva de multinacionais no mercado) que têm de reagir ou desaparecem.

Para a Nova Expressão, não há dúvidas quanto à estratégia. “Recuperação pela diferenciação, de braço dado com o cliente e garantindo-lhe um melhor serviço, com a maior mais-valia possível.”

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